O uso excessivo de telas por crianças é um tema que vem sendo debatido com frequência. Para alertar os pais sobre como essa exposição afeta o desenvolvimento infantil, o pediatra, neonatologista e secretário da Associação Paulista de Medicina – Piracicaba, Antônio Ananias Filho, participou do podcast “Papo com Cris”. Durante a entrevista, o médico também abordou temas como a prematuridade e a importância do acompanhamento pré-natal.
Segundo o pediatra, é cada vez mais comum receber em seu consultório crianças com dificuldades para raciocinar, construir brinquedos, montar pipas ou realizar atividades manuais simples. Além dos impactos emocionais e psicológicos, o tempo excessivo em frente às telas pode interferir diretamente no desenvolvimento cerebral, trazendo prejuízos que acompanharão essa geração no futuro.
Outro ponto frequente em sua rotina médica são os quadros de alteração no sono. As crianças chegam irritadas, apáticas e sem iniciativa própria, comportando-se como “robôs”. O uso contínuo dos dispositivos também tem provocado queixas de dores de cabeça e alterações visuais que, muitas vezes, não são detectadas em exames oftalmológicos convencionais. Para ele, se não diminuir o tempo de tela, não será possível corrigir essas consequências do uso excessivo.
“Não tem como fugir da tecnologia, mas o ideal é que você tenha um período curto, para a criança aprender a conviver com a tela e também a brincar, escrever, fazer a manipulação das mãos e desenvolver a parte cerebral, porque só ficar na tela não ajuda a criança a evoluir”, complementa.
Para além da prática esportiva — em especial os esportes coletivos —, Ananias destaca o papel da música como uma importante ferramenta terapêutica para estimular a…