
A Associação Paulista de Medicina assiste consternada a mais um capítulo de desqualificação da profissão ao se atentar que universidades na Bolívia estão oferecendo opções de graduação a distância para cursos de Medicina, em que as aulas presenciais são realizadas somente duas vezes por ano, por um período de duas semanas. A propaganda é voltada especialmente a indivíduos que já têm outra carreira e, desta forma, não precisariam pausar a vida profissional para se dedicar à nova formação.
Da mesma forma que no Brasil (Art. 8º do Decreto 12.456/2025), a legislação boliviana não reconhece que cursos de Medicina tenham autorização para atuar na modalidade EAD, semipresencial ou virtual, podendo impossibilitar a obtenção do registro profissional – e, no caso de médicos que tenham como objetivo atuar no Brasil, impedir a realização do Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos).
Entretanto, em postagens no Instagram, uma das assessorias garante que o diploma não terá menção à modalidade semipresencial – já que a revalidação no Brasil exige que os cursos de Medicina sejam completamente presenciais e sem distinções -, uma nítida tentativa de burlar o sistema do País.


Além disso, a duração da graduação é reduzida àqueles que já são profissionais da Saúde, totalizando somente quatro anos de curso e um de internato que, supostamente, será realizado na Bolívia, com a possibilidade de que os alunos ingressem diretamente no terceiro semestre.
Também não há a necessidade de realização de vestibular para adentrar as instituições, de modo que os interessados precisam apenas pagar algumas taxas de matrícula e assessoria, o que demonstra que a mercantilização da Medicina está…










