“Temos 213 milhões de habitantes, desigualdade regional e social absurdas, uma das piores distribuições de renda do mundo inteiro e mesmo assim construímos um sistema de Saúde que atende a todos os brasileiros. É para termos muito orgulho do Sistema Único de Saúde, muito orgulho mesmo”, com essas palavras, Drauzio Varella foi ovacionado pelo auditório lotado para a sua conferência sobre o passado e o futuro da Medicina Brasileira, nesta quinta-feira, 11 de junho, durante o 4º Congresso Brasileiro de Medicina Geral da Associação Médica Brasileira.
O ilustre médico foi recepcionado pelo presidente da AMB, César Eduardo Fernandes, que salientou a sua importância e credibilidade na disseminação de informações médicas precisas para a população. Após subir ao palco, Varella observou a quantidade de mulheres médicas na plateia e comentou sobre a participação feminina na Medicina, que vem sendo cada vez mais pujante e efetiva, relembrando de estudo que demonstrou que tratamentos de pacientes com médicas mulheres costumam ter resultados mais satisfatórios.
Ele relembrou que há alguns anos, as coisas costumavam ser muito diferentes. Exemplo disso foi a recordação de que durante a infância ainda não havia vacinas disponíveis para a população, classificando a criação do SUS como a maior revolução da história da Medicina brasileira. Ele comparou a Saúde pública brasileira com a inglesa, relembrando as diferenças históricas entre Brasil e Inglaterra e destacando que, mesmo com todos os percalços, o País conseguiu montar um sistema jamais visto em nenhum outro lugar do mundo – especialmente em países de dimensões continentais.
“Chegou um dado momento em que dissemos ‘vamos colocar…