Amib
15.10.2026
A saúde mental dos médicos intensivistas, os avanços da pesquisa clínica e a humanização da assistência estiveram entre os temas discutidos em duas sessões da Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB na tarde desta terça-feira (13.10), durante o LIVES 2026, congresso da European Society of Intensive Care Medicine (ESICM), realizado em Lisboa, Portugal. As apresentações reuniram estudos e experiências brasileiras voltados à melhoria da assistência aos pacientes críticos.
Um dos destaques foi a saúde mental dos profissionais que atuam nas unidades de terapia intensiva (UTIs). O presidente do Conselho Consultivo da AMIB, Ederlon Rezende, apresentou resultados do Inquérito Nacional sobre a Força de Trabalho Médica das UTIs Brasileiras, desenvolvido pela AMIB em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). Divulgado em setembro, o levantamento revelou que quase metade dos médicos que atuam nas UTIs brasileiras apresenta alto nível de esgotamento emocional, além de identificar problemas relacionados às condições de trabalho desses profissionais.
A apresentação integrou a sessão “Medicina Intensiva brasileira: dados, evidências e pessoas”, dedicada à produção científica nacional e aos desafios contemporâneos da especialidade. “Foi muito bom mostrar os resultados do nosso recente estudo sobre a prevalência de burnout em intensivistas brasileiros. É um estudo importante, que proporcionou uma boa discussão sobre um assunto cada vez mais relevante e que preocupa os intensivistas em todo o mundo”, afirmou Ederlon.
Segundo o médico, o debate reforçou a necessidade de enfrentar os fatores relacionados à organização do trabalho, em vez de concentrar as estratégias de prevenção do burnout exclusivamente em características individuais dos profissionais. “Hoje sabemos que cuidar das condições de trabalho tem mais importância até do que questões individuais, como…