Reposição hormonal não é vilã: abordagem integrativa desmistifica mitos sobre o tratamento na menopausa

reposição hormonal
(Foto: Freepik)

A menopausa é uma fase natural na vida da mulher, marcada pela cessação da menstruação e por uma série de mudanças hormonais. No entanto, muitos mitos e desinformações cercam esse período, especialmente em relação à terapia de reposição hormonal (TRH). Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 30 milhões de mulheres no Brasil estão na faixa etária do climatério e menopausa. Apesar disso, apenas metade delas busca algum tipo de tratamento para aliviar os sintomas.

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Entre os principais sintomas da menopausa estão ondas de calor, insônia, alterações de humor, fadiga persistente, irritabilidade e diminuição da libido. Esses sintomas podem impactar significativamente a qualidade de vida, afetando o bem-estar físico e emocional das mulheres.

Márcia Alvernaz destaca que a baixa adesão à TRH está relacionada a diversos fatores, incluindo medo de efeitos colaterais, como o risco de câncer, e a falta de informação adequada. “A TRH, quando bem indicada e monitorada, é segura para a maioria das mulheres. É importante desmistificar a ideia de que a reposição hormonal causa câncer. Os hormônios não iniciam o câncer, mas podem promover o crescimento de tumores já existentes. Por isso, é fundamental uma avaliação individualizada antes de iniciar o tratamento”, explica a médica.

Retomada da vitalidade e abordagem da integrativa

A Medicina Funcional Integrativa propõe uma abordagem personalizada, considerando a individualidade de cada paciente. Isso inclui uma avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais específicos e a consideração de fatores como estilo de vida, alimentação e saúde emocional. “Exame sem sintoma é estatística; sintoma sem escuta é negligência”, enfatiza a Dra. Márcia.

A TRH pode ser administrada de diferentes formas, como via oral (comprimidos), transdérmica (adesivos ou géis) e subcutânea (implantes). A escolha da via de administração deve ser feita em conjunto com o profissional de saúde, considerando as necessidades e preferências da paciente.

Para além da reposição hormonal, a Medicina Funcional Integrativa inclui estratégias como suplementação nutricional, ajustes alimentares e práticas integrativas (como acupuntura e meditação) para promover o equilíbrio hormonal e o bem-estar geral.

Márcia ressalta que a TRH não é indicada para todas as mulheres. “Existem contraindicações, como histórico de câncer de mama. Por isso, é essencial uma avaliação criteriosa para determinar a melhor abordagem para cada paciente”, afirma.

Em resumo, para a especialista a reposição hormonal, quando indicada e monitorada adequadamente, pode ser uma ferramenta valiosa para melhorar a qualidade de vida das mulheres na menopausa.

*Informações Assessoria de Imprensa