Eles costumam surgir entre os 17 e 25 anos e, muitas vezes, são sinônimo de incômodo: os dentes do siso (também chamados de terceiros molares e popularmente conhecidos como dente do juízo) costumam gerar dúvidas sobre a necessidade de extração. Afinal, é sempre preciso removê-los ou, em alguns casos, é possível mantê-los saudáveis e funcionais?
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Segundo Camila Lima, especialista em reabilitação oral e estética e Embaixadora da S.I.N., cada caso deve ser avaliado individualmente. “O siso pode ser perfeitamente mantido quando há espaço suficiente na arcada, uma boa posição e quando consegue realizar sua função mastigatória sem causar impactos aos dentes vizinhos, à mucosa das bochechas e articulação temporomandibular”, explica a especialista, que é também mestre e PhD em reabilitação oral.
Por outro lado, a extração é recomendada quando o dente nasce de forma inclinada, parcial ou totalmente retida na gengiva, o que configura uma situação conhecida como inclusão. “Quando o siso não consegue erupcionar completamente, ele pode acumular biofilme por baixo da gengiva, ou seja, placa bacteriana, favorecer inflamações gengivais e até comprometer a estrutura óssea e os dentes vizinhos”, detalha Camila.
Além do desconforto local, o acúmulo de bactérias ao redor de um siso mal posicionado pode levar a cáries, mau hálito e até infecções mais graves. “É fundamental, portanto, que o dentista acompanhe o nascimento dos sisos por meio de radiografias e avaliações clínicas periódicas. Muitas vezes, a intervenção preventiva evita complicações futuras e cirurgias mais complexas”, reforça a especialista.
Ainda segundo a Embaixadora da S.I.N., a decisão de extrair ou não o dente do siso deve considerar a idade, a posição do dente e o histórico de saúde bucal do paciente.
“Em geral, as exodontias dos sisos são consideradas procedimentos cirúrgicos simples, especialmente com o apoio de tecnologias modernas e técnicas minimamente invasivas”, diz a dentista. “Após a cirurgia, é essencial seguir rigorosamente todas as orientações do cirurgião-dentista, como repouso adequado, uso correto das medicações e cuidados com a alimentação, para garantir uma recuperação tranquila e sem complicações”, conclui.
*Informações Assessoria de Imprensa