Telemedicina: cerca de 4 em cada 10 pacientes apontam dificuldade de identificar plataformas e médicos falsos; veja como se proteger

schedule
2026-10-05 | 17:00h
update
2026-10-05 | 18:19h
person
Saúde Debate
domain
Saúde Debate
(Foto: Magnific)

Profissionais gerados via IA, golpes em consultas, plataformas falsas. Em meio aos diversos riscos à espreita no ambiente digital, será que os brasileiros estão aptos para diferenciar um médico real de um perfil falso ou reconhecer uma plataforma confiável de telemedicina? Segundo um estudo recente, que ouviu entrevistados de diferentes regiões do país, a resposta é “não totalmente” — ao menos para cerca de 4 em cada 10 entrevistados. 

Leia também – 55ª Convenção Nacional Unimed debate IA, clima e novo perfil médico AMP

Os dados são do Olá Doutor, plataforma de consultas que conecta pacientes a médicos e que, nas últimas semanas, ouviu centenas de pessoas para entender como a telemedicina vem sendo usada no país, bem como as dúvidas que ainda cercam o tema, sobretudo em um momento de popularização de empresas e perfis enganosos online.

“Com a popularização da inteligência artificial e o crescimento de conteúdos de saúde nas redes, é natural que o paciente tenha dúvidas sobre em quem confiar”, comenta Anderson Zilli, CEO do Olá Doutor. “Por isso, alguns cuidados simples fazem diferença: verificar se o profissional está devidamente registrado, buscar atendimento em plataformas confiáveis e desconfiar de quem não apresenta credenciais médicas. A tecnologia deve facilitar o acesso à saúde, não tornar mais difícil para o paciente saber quem está cuidando dele.”

Telemedicina já faz parte da rotina dos brasileiros

Se, há alguns anos, o atendimento remoto era visto com ressalva por certos pacientes, em 2026, a pesquisa do Olá Doutor apenas reforça como as consultas online já figuram entre as opções consideradas na hora de resolver uma questão de saúde, seja durante uma viagem, em meio à correria do dia a dia ou no ambiente de trabalho.

Ao longo do levantamento, por exemplo, 46% dos respondentes reforçaram já ter tido algum tipo de experiência com a modalidade, procura geralmente motivada pela avaliação rápida de sintomas (53,4%), consultas de rotina (50%), esclarecimento de dúvidas (47,6%) e, ainda, a prescrição ou renovação de medicamentos (33,6%).

Publicidade

A experiência, de modo geral, tem sido positiva: enquanto 37,8% dos entrevistados mencionaram experiências positivas com consultas online, 25,4% foram além, destacando já ter se sentido mais confortáveis com o atendimento digital do que esperavam. O nível de satisfação, vale dizer, também se reflete nas indicações: recomendar uma plataforma ou serviço de telemedicina a outras pessoas é uma experiência compartilhada por 19,2% das pessoas consideradas no estudo.

Dados, médicos e plataformas: onde estão as principais dúvidas dos pacientes? 

A popularização da telemedicina, no entanto, também traz novos desafios para quem busca atendimento de saúde pela internet.

Isso porque, à medida que as consultas online passam a fazer parte da rotina, o paciente precisa não apenas encontrar um serviço que atenda às necessidades, mas entender como seus dados são tratados, reconhecer quem está do outro lado e identificar se a plataforma utilizada é, de fato, confiável — pontos em que, com o avanço dos golpes e fraudes online, permanecem lacunas.

De um lado, por exemplo, estão as dúvidas relacionadas ao uso de dados: segundo o estudo, 47% dos entrevistados ainda não sabem como seus dados são armazenados pelas plataformas, enquanto 47,6% afirmam se perguntar sobre quem, de fato, pode acessar essas informações.

De outro, estão as dúvidas sobre a autenticidade dos médicos e plataformas, cenário amplificado pelos “médicos fake” criados com inteligência artificial. Como alerta o Conselho Federal de Medicina (CFM), trata-se de perfis que, nos últimos anos, vêm ganhando espaço nas redes com conteúdos direcionados, principalmente, a pessoas idosas. Em geral, utilizam personagens de aparência e voz realistas para divulgar orientações sem comprovação científica, bem como livros digitais e outros produtos.

Nesse contexto, o estudo do Olá Doutor mostra que boa parte dos brasileiros ainda não se sente apta para identificar esse tipo de fraude, já que 34,2% apontaram pouco preparo para reconhecer imagens de médicos geradas por IA em um vídeo ou consulta. O mesmo tipo de insegurança aparece quando o assunto são as próprias plataformas: 40,4% dos entrevistados têm dificuldade ou não saberiam reconhecer uma plataforma de telemedicina falsa, enquanto 37,8% afirmaram conseguir identificá-la apenas parcialmente.

“As empresas de telemedicina têm um papel importante quando o assunto é garantir uma experiência segura e transparente, seja reforçando validações de identidade e credenciais médicas ou ofertando mais informações para que o paciente saiba quem está prestando o atendimento”, comenta Anderson. “No Olá Doutor, buscamos reforçar esses cuidados para que a tecnologia facilite o acesso à saúde sem abrir espaço para inseguranças que poderiam ser evitadas”, conclui ele.

Para quem ainda tem dificuldade em diferenciar uma plataforma legítima de uma falsa, os próprios entrevistados compartilham alguns caminhos que ajudam nessa identificação. 

Entre aqueles que afirmam conseguir reconhecer um serviço confiável, os principais pontos observados são o endereço e o site da plataforma (57,4%), a reputação do serviço (49,2%), o CNPJ e as informações da empresa responsável (47,8%) e comentários de outros usuários (45,6%). Em um cenário de expansão da telemedicina, os dados reforçam o que, para muitos, não é novidade: informação e transparência fazem parte do cuidado e, em muitos casos, são decisivos para que o paciente volte a buscar atendimento online.

Metodologia 

Para analisar a relação dos pacientes brasileiros com a telemedicina, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.

Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 8 questões, que abordaram a frequência com que recorrem a tais plataformas, as finalidades de uso mais comuns e as principais dificuldades de quem costuma se consultar pela internet. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere cada alternativa apontada pelos entrevistados.

*Informações Assessoria de Imprensa

Publicidade

Cunho
Responsável pelo conteúdo:
saudedebate.com.br
Privacidade e Termos de Uso:
saudedebate.com.br
Site móvel via:
Plugin WordPress AMP
Última atualização AMPHTML:
05.10.2026 - 18:19:45
Uso de dados e cookies: