Tecnologia integrada como aliada na redução de eventos adversos na saúde

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(Foto: Freepik)

A gestão da qualidade na saúde vive um momento de uma transição na qual as planilhas manuais estão sendo substituídas por ferramentas tecnológicas, visando mais segurança e fortalecimento de governança. A urgência dessa mudança pode ser justificada por dados alarmantes divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2023. Segundo a OMS, cerca de um em cada dez pacientes sofre algum evento adverso durante a internação. Em países de baixa e média renda, são estimados 134 milhões de eventos adversos por ano, resultando em 2,6 milhões de mortes evitáveis.

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No Brasil, os números também preocupam. Entre agosto de 2023 e julho de 2024, foram registrados quase 400 mil falhas na assistência, segundo levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA) com base em dados da Anvisa. Os dados reforçam a necessidade de mecanismos mais eficientes de monitoramento, especialmente em instituições que ainda lidam com processos operacionais dispersos e com pouca visibilidade sobre riscos.

De acordo com Kele Dias, executiva de negócios da CeosGO, empresa especialista em soluções tecnológicas para gestão em saúde, a falta de integração entre setores e dados pode estar diretamente relacionada ao aumento de eventos adversos. Instituições que dependem de planilhas e registros fragmentados enfrentam maiores dificuldades para monitorar indicadores críticos, identificar padrões de não conformidade e agir preventivamente.

“A ausência de integração gera ações reativas, retrabalho e falhas de comunicação entre equipes. No setor de Qualidade, isso se traduz em riscos mais elevados para o paciente. A padronização de processos e a análise sistemática de dados são fundamentais para aumentar a maturidade da gestão e reduzir eventos adversos”, sinaliza.

Ainda, para Dias, digitalizar dados, protocolos e planos de ação em um painel digital, contribui tanto para o acompanhamento em tempo real das informações como para a tomada de decisão mais assertiva. “Outro fator importante é a inclusão de tecnologias de automação. Com ela, inconsistências são reduzidas e há mais rastreabilidade. A união desses fatores permite à gestão a realização de análises comparativas que poderão apoiar a implantação de ações preventivas”, complementa.

Por fim, é possível concluir que a evolução dos sistemas de gestão e qualidade não se resume apenas a modernização operacional, mas, principalmente, a capacidade de salvar vidas. Em um setor onde segundos fazem diferença, dispor de dados confiáveis, integrados e disponíveis é um diferencial estratégico sendo, cada vez mais, um requisito essencial.

*Informações Assessoria de Imprensa

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Cunho
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