O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento psicológico remoto para pessoas com 18 anos ou mais que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas. A iniciativa é do Ministério da Saúde, com apoio da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), responsável pela operacionalização da plataforma de telessaúde. O acesso é realizado por meio do miniapp “Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta”, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, que integra a estratégia de cuidado em saúde mental voltada às pessoas afetadas por jogos e apostas.
Os atendimentos começam na primeira semana de agosto e serão realizados por psicólogos clínicos, por videochamada, em ambiente digital seguro. A iniciativa tem capacidade para realizar até 100 mil atendimentos por mês, oferecendo acolhimento, acompanhamento psicológico e continuidade do cuidado às pessoas que identificam impactos das apostas na saúde mental, na vida financeira, nas relações familiares, no trabalho e na convivência social.
O acolhimento inicial também permite que familiares de pessoas que jogam e apostam procurem apoio para lidar com os impactos da prática.
Como acessar
Para solicitar o atendimento, o usuário deve acessar o aplicativo Meu SUS Digital e procurar o ícone “Não aposte sua Saúde”. Ele será direcionado para uma jornada digital de cuidado. Antes de preencher os dados, a pessoa tem acesso aos termos de uso e às informações sobre a proteção de seus dados pessoais. As respostas são sigilosas e utilizadas para avaliar as necessidades do usuário e direcioná-lo ao cuidado mais adequado.
Durante o cadastro, o usuário deverá:
responder a uma avaliação inicial sobre sua situação atual;
preencher seus dados pessoais e de contato;
responder a perguntas sobre os impactos dos jogos e apostas;
indicar como e em qual horário prefere receber o contato da equipe.
O formulário também verifica se existe uma situação de risco imediato. Quando a pessoa informa que está em segurança, pode continuar o cadastro. Caso identifique uma situação de urgência, o sistema apresenta os canais adequados para atendimento imediato.
Após o envio, o usuário recebe um número de protocolo, que permite acompanhar o andamento da solicitação. A equipe analisa as informações, identifica o profissional adequado e entra em contato para orientar os próximos passos e realizar o agendamento.
As informações fornecidas alimentam um modelo de priorização que considera fatores como frequência das apostas, dificuldade para controlar o comportamento, impactos na vida cotidiana e outras situações associadas. Dessa forma, casos de maior risco podem receber atendimento prioritário.
Acompanhamento psicológico
As consultas têm duração aproximada de 50 minutos e são realizadas, preferencialmente, uma vez por semana. Após a primeira consulta de acolhimento, o psicólogo poderá indicar um ciclo inicial de até dez sessões antes de uma nova avaliação.
Ao longo do acompanhamento, o profissional registra a evolução clínica em prontuário eletrônico, avalia fatores de risco e constrói um plano terapêutico individualizado.
Depois do ciclo de atendimento, a pessoa poderá:
Quando necessário, podem ser realizados encaminhamentos para serviços como Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial, Centros de Referência Especializados de Assistência Social e outros pontos da rede.
O serviço é destinado a atendimentos programados e complementares. Em situações de urgência, emergência ou risco imediato, o usuário pode buscar atendimento pelo Samu, no número 192, procurar uma Unidade de Pronto Atendimento ou hospital.
Sobre a AgSUS
Criada por lei pelo Governo Federal em 2023, a AgSUS é um serviço social autônomo, com finalidade pública, sem fins lucrativos, que exerce atividades de interesse coletivo. Tem a finalidade de apoiar o Ministério da Saúde (MS), especialmente no provimento, estratégias de fixação e na formação de profissionais em regiões vulneráveis com vazios assistenciais em todos os níveis de atenção na Saúde Indígena, na Atenção Primária e na Atenção Especializada.
A Agência é responsável pela força de trabalho dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) do país e pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) de São Paulo e Brasília.
*Informações Assessoria de Imprensa