Sinusite pode causar complicações sérias; saiba quais são os sintomas

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(Foto: Freepik)

Dor nos seios da face, secreção nasal espessa, dor intensa de cabeça… os sintomas da sinusite podem ser facilmente confundidos com uma gripe comum no início, mas tendem a evoluir com um quadro mais intenso e que exige o uso do antibiótico. Contudo, se mal curada, a sinusite pode trazer mais complicações e, em alguns casos, causar infecções em outras áreas do corpo, como olhos, ossos do rosto e até mesmo o cérebro.

Dividida entre viral, bacteriana e alérgica, a sinusite pode ser, também, aguda ou crônica, dependendo do tempo de duração e da reincidência. O otorrinolaringologista, professor voluntário no Serviço de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo, e fellow em Rinologia, Gustavo Meirelles dos Santos, explica que, de modo geral, o termo sinusite se refere mais aos quadros bacterianos, já que a viral acontece junto com resfriados e melhora de forma espontânea. “Nesses casos, os principais sintomas são nariz entupido e secreção clara, durando até 10 dias”, pontua.

Gustavo Meirelles dos Santos é otorrinolaringologista, professor voluntário no Serviço de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo, e fellow em Rinologia

A sinusite bacteriana, por sua vez, acontecer a partir de uma infecção viral, em que as bactérias aproveitam o ambiente favorável para se multiplicar. Conforme o médico, o quadro piora a partir de cinco ou sete dias, com secreção nasal espessa e amarelada ou esverdeada, dor facial forte e, em alguns casos, febre. “Ela é considerada mais agressiva no curto prazo, principalmente devido ao risco de complicações caso não seja tratada adequadamente com o uso de antibióticos”, reforça Meirelles. Outros sintomas da sinusite são, também, a sensação de “pressão” facial, congestão nasal intensa, dor ao abaixar a cabeça, tosse – principalmente à noite – e perda do olfato.

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Um dos principais receios de quem enfrenta um quadro de sinusite são as complicações. Contudo, segundo Meirelles, elas acontecem de maneira mais rara, principalmente devido a um tratamento incorreto ou a um diagnóstico tardio da doença, potencializando o avanço das bactérias. “Nesses quadros, a infecção pode se espalhar para áreas vizinhas, como os olhos, os ossos e até mesmo o cérebro. Como os seios da face têm uma proximidade anatômica com as meninges, a infecção pode, em casos muito extremos, atravessar a camada óssea ou se espalhar pela corrente sanguínea, atingindo o sistema nervoso central e causando a meningite.”

Por esse motivo, o otorrinolaringologista reforça a importância de buscar um especialista assim que notar qualquer um desses sintomas, pois o diagnóstico precoce evita complicações e reduz, também, a intensidade do quadro. “Há, ainda, a sinusite alérgica, desencadeada pela exposição a alérgenos como poeira, ácaros e pólen. A inflamação é crônica e não é uma infecção, com sintomas mais arrastados como coriza clara, espirros, coceira no nariz e obstrução nasal. Nesses casos, diferentemente da bacteriana, o tratamento é feito a partir do controle da alergia com anti-histamínicos e sprays nasais de corticóide.”

Já quem sofre com a sinusite crônica – com duração superior a 12 semanas, mesmo com o uso dos medicamentos indicados pelo médico -, o tratamento acontece a longo prazo. “Há, em alguns quadros, a indicação de uso contínuo de sprays nasais com corticoide, bem com a necessidade de investigação de causas subjacentes, como desvios de septo, pólipos nasais ou imunodeficiências. Em casos selecionados, a cirurgia endoscópica nasal (SEF) pode ser indicada para alargar os canais de drenagem dos seios da face, melhorando a ventilação”, completa Meirelles.

Como evitar a sinusite?

Difundida cada vez mais, a lavagem nasal diária pode ser uma aliada na hora de prevenir a sinusite, segundo o médico. Feita com soro fisiológico, ela mantém as vias áreas limpas e hidratadas. “Quem sofre com rinite alérgica, por exemplo, deve controlar a alergia para evitar que a sinusite seja desencadeada. A hidratação, bem como manter a vacina da gripe em dia e tomar as vacinas pneumocócica e meningocócica também atuam na prevenção da doença”, disse. Além disso, umidificar o ar – principalmente em ambientes com ar-condicionado – e evitar espaços com fumaça e poluição contribuem para uma saúde respiratória melhor.

Receitas caseiras para sinusite

Por fim, Meirelles lembra que é preciso sempre estar atento e ser cauteloso em relação às receitas caseiras. A lavagem nasal, como citada anteriormente, é altamente recomendada, bem como a inalação com vapor, pois ajuda a umedecer as vias aéreas e contribui para diminuir o desconforto. “No entanto, não é recomendado fazer lavagem nasal com água da torneira (use soro estéril), nem usar ervas ou óleos essenciais diretamente no nariz, pois podem causar irritação ou alergia.”

Também é importante não se automedicar e procurar um especialista assim que notar sintomas mais intensos, como febre alta, dor facial muito intensa, secreção nasal espessa e falta de ar.

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Cunho
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