No Brasil, o número de casos de herpes zóster aumentou 35% durante a pandemia, segundo uma pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Apesar de comum, nem todo mundo conhece essa doença que afeta pessoas de todas as idades. Por isso reunimos algumas informações importantes para seu conhecimento:
A doença herpes zóster resulta da reativação do varicella zoster, o vírus da catapora. Segundo Carlos Alberto Aita, médico patologista clínico e responsável técnico do DB Diagnóstico, quem já teve catapora, independentemente da idade, pode desenvolver o herpes zóster portanto é importante estar atento aos sintomas que são dor de cabeça, pequenas bolhas e vermelhidão na pele, febre e coceira.
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O varicella zóster é um vírus “primo” do monkeypox, que causa a varíola dos macacos. Por isso, os sintomas podem ser bem parecidos. “É fundamental que o diagnóstico seja feito por meio de exame laboratorial indicado por um médico, e não por conta própria”, ressalta Aita.
Médicos e pesquisadores não sabem dizer com precisão o que faz o vírus varicela se tornar ativo novamente e causar o herpes zóster. O que se sabe é que às vezes acontece quando medicamentos e outras doenças enfraquecem o sistema imunológico. Além disso, o fator estresse também tem sido relacionado a ocorrências.
Em sua forma mais grave o herpes zóster pode afetar um nervo na face e causar paralisação, como aconteceu recentemente com o cantor Justin Bieber. Mas a infecção também pode causar dor e formação de bolhas ao redor do olho afetando a visão. Se o ouvido for afetado, pode haver dor e dificuldade auditiva. “Por isso, é importante o acompanhamento de um oftalmologista ou otorrinolaringologista para saber se o herpes zóster está próximo ao olho ou ao ouvido”, explica o especialista.
Apesar de o herpes zóster acometer pessoas de todas as idades, quem tem mais de 50 anos está mais propenso à reativação do vírus uma vez que a imunidade conforme envelhecemos tende a cair.
Há vacina para prevenção do herpes zóster. O imunizante pode ser encontrado em redes privadas de saúde (ainda não está disponível na rede de saúde pública). De dose única, a vacina deve ser tomada mesmo por quem já apresentou a doença. No entanto, quem já teve herpes zóster precisa aguardar no mínimo um ano entre o quadro agudo e a aplicação da vacina.
Para finalizar, Carlos Alberto Aita lembra sobre a importância de sempre buscar fontes confiáveis de informação e, em caso de sintomas, procurar auxílio médico que ajuda no diagnóstico precoce e mais preciso.
*Informações Assessoria de Imprensa