Garantir a segurança do paciente é um princípio fundamental reconhecido mundialmente e condição indispensável para a qualidade em saúde. As diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) ressaltam que práticas seguras salvam vidas, reduzem custos, fortalecem a confiança nos serviços e devem estar presentes em todos os níveis de atenção — não somente nos hospitais. Muito antes de uma internação hospitalar, essa responsabilidade começa na porta de entrada do sistema de saúde.
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Na atenção primária e nas clínicas acessíveis, cada consulta, exame e decisão clínica compõem uma rede de prevenção de riscos e promoção da qualidade assistencial. Mais do que protocolos formais, a segurança depende de práticas consistentes, processos bem estruturados e equipes capacitadas de forma contínua, alinhadas às boas práticas globais, para transformar o primeiro contato em um cuidado seguro e resolutivo. Esse compromisso atravessa todos os níveis de atenção, sustentando a confiança do paciente e a eficiência do sistema de saúde.
A Associação Nacional das Empresas de Benefícios e Atenção Primária e Secundária (ANEBAPS), que representa as principais redes de clínicas acessíveis do país, defende que a segurança do paciente é um pilar inegociável para ampliar o acesso à saúde com qualidade. Segundo a entidade, garantir um cuidado seguro na atenção primária exige protocolos clínicos validados, uso de prontuários eletrônicos integrados e capacitação contínua das equipes para reduzir riscos e falhas. Esse entendimento vai além de prevenir eventos adversos: inclui padronização de processos, continuidade das informações de saúde e uma abordagem humanizada, capaz de engajar pacientes e fortalecer a confiança no cuidado.
Em um contexto em que estimativas da OMS apontam que cerca de 7% dos atendimentos na atenção primária resultam em algum dano evitável, a ANEBAPS enfatiza que boas práticas e governança clínica são essenciais para que clínicas acessíveis cumpram seu papel complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo atendimento ágil, seguro e de qualidade para milhões de brasileiros. No Brasil, entre agosto de 2023 e julho de 2024, mais de 295 mil falhas na assistência à saúde foram registradas, segundo a Organização Nacional de Acreditação (ONA).
E isso deve acontecer na prática. Erno Harzheim, Diretor Médico da Rede de Clínicas Salute, explica que na instituição, com atuação na Região Metropolitana de Porto Alegre e reconhecida pelo compromisso com um cuidado acessível, resolutivo e centrado no paciente, esse processo começa desde o momento zero em que o paciente entra na clínica. “Todos são identificados na recepção e em cada nova etapa passam por uma conferência por todo time assistencial. Este cuidado reduz riscos de efeitos adversos, trocas de pacientes, complicações e até mesmo procedimentos desnecessários”, explica o médico.
Além disso, há atenção constante para evitar os problemas de saúde decorrentes de intervenções desnecessárias (as chamadas iatrogenias), mantendo o foco em procedimentos que tragam benefício real ao paciente.
A tecnologia é a outra aliada para garantir a continuidade do cuidado, a rastreabilidade e a confiabilidade na informação. O uso de prontuário eletrônico do paciente não só agiliza o dia a dia e aumenta a produtividade do time assistencial, como centraliza e unifica dados históricos do paciente, como exames e alergias, reduzindo possíveis falhas na comunicação e garantindo que cada decisão clínica seja baseada em informações completas e precisas.
As boas práticas também integram a rotina da SegMedic, referência em saúde acessível e humanizada no Rio de Janeiro, com atuação focada nas necessidades locais e na dignidade do paciente. Entre as medidas adotadas está atuar preventivamente, baseando-se na identificação de fatores de risco e necessidades reais. Isso, segundo Claudio David La Terza, médico na SegMedic, diminui as chances de complicações e de evolução para casos mais graves, o que, consequentemente, impacta em desfechos clínicos mais seguros.
“Garantir a segurança do paciente não significa recorrer a protocolos complexos. Observar e escutar atentamente o paciente, por exemplo, permite identificar dados que serão determinantes para salvar vidas. É o início de todo o trabalho para garantir que o melhor cuidado seja oferecido a cada paciente em toda a sua jornada dentro da nossa clínica e também na sua rotina”, explica Claudio David La Terza.
Outro ponto que, segundo Claudio, é fundamental para a segurança assistencial e para melhores desfechos clínicos é incentivar a adesão ao tratamento. Tanto os bons resultados como as possíveis intercorrências que podem colocar em risco a segurança do paciente estão diretamente relacionadas ao nível de engajamento de cada pessoa. No entanto, o time assistencial tem sua parcela de responsabilidade.
“A adesão também está relacionada a forma como o diagnóstico é apresentado: quando o paciente compreende sua condição e se envolve no processo de cuidado, grande parte do caminho para um resultado positivo e sem eventos adversos já está percorrida. Uma abordagem humanizada, que priorize a escuta ativa e a comunicação clara, fortalece a confiança e evita que algo que não é desejado ocorra”, afirma.
Todas as unidades estão preparadas para receber pacientes com diferentes necessidades, e os profissionais recebem capacitação contínua para oferecer atendimento humanizado desde o primeiro contato. Dessa forma, a clínica alia praticidade, precisão e cuidado seguro, demonstrando que a segurança do paciente é um compromisso que se estende a todas as etapas do atendimento.
A SegMedic também investe em inovação e acessibilidade como parte de sua estratégia de segurança do paciente. Serviços como a coleta de sangue em domicílio facilitam o acesso e garantem que resultados sejam comprometidos por atrasos ou descumprimento do jejum, por exemplo. Fatores que sempre podem colocar em risco a integridade das amostras.
“Ampliar o acesso à saúde de qualidade faz parte do propósito da ANEBAPS, mas ele precisa ser, ao mesmo tempo, amplo e seguro. E nosso papel como entidade setorial é apoiar os nossos associados na busca constante por padrões rigorosos de qualidade e segurança para que eles possam se fortalecer como um componente essencial de um sistema de saúde mais confiável e inclusivo”, finaliza Aline Cavinato, gerente executiva da associação.
*Informações Assessoria de Imprensa