Temperaturas baixas aumentam risco de conjuntivite

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(Foto: Ilustração/Freepik)

Temperaturas mais baixas demandam cuidados extras com a saúde, especialmente porque para se proteger do frio as pessoas permanecem por mais tempo em ambientes fechados, com pouca circulação de ar, o que facilita a contaminação por diversas enfermidades. Uma dessas doenças é a conjuntivite, inflamação da membrana que reveste a parte da frente do globo ocular e o interior das pálpebras e causa bastante incômodo.

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Mas para saber qual é o tratamento correto, primeiro é preciso identificar qual é o tipo de conjuntivite que está acometendo o paciente: viral, bacteriana ou alérgica. A primeira é a mais comum e a menos grave. Os sintomas são vermelhidão e irritação ocular, secreção e sensibilidade à luz. O tratamento costuma ser parecido com o de uma gripe, quando são receitados medicamentos para que os sintomas não incomodem tanto.

“Raramente, ocorrem algumas complicações que podem comprometer a qualidade visual. Por isso, na vigência de um olho vermelho com ausência de melhora, é importantíssimo consultar um oftalmologista”, afirma Michel Rubin, médico especialista do Hospital IPO.

Já a conjuntivite bacteriana, embora mais rara, é bem mais grave. Os sintomas são os mesmos da viral, mas agravados. Há mais secreção e irritabilidade, além da dificuldade de olhar para qualquer ponto luminoso. Nesse caso, o tratamento deve ser feito com um antibiótico indicado pelo médico.

Por último, a conjuntivite alérgica tem como principal sintoma a coceira, mas também apresenta vermelhidão ocular, irritabilidade e lacrimejamento. O tratamento depende do grau constatado, mas normalmente é possível resolver o problema com um antialérgico. Caso o paciente esteja com sintomas muito acentuados, corticoides e até imunossupressores podem ser indicados.

Como os sintomas dos três tipos de conjuntivite são muito parecidos, é de extrema importância que o paciente agende uma consulta com um oftalmologista para identificar qual é o seu quadro e seguir o melhor tratamento. Segundo Rubin, pode haver complicações se o tratamento não for realizado corretamente.

“Muitas vezes, a conjuntivite é menosprezada, mas é preciso reforçar que qualquer uma delas pode levar a complicações e afetar a visão”, acrescenta o oftalmologista do Hospital IPO.

Para evitar a transmissão, recomenda-se: evitar locais fechados e aglomerações; lavar as mãos com frequência; e não compartilhar toalhas e roupas de cama.

*Informações Assessoria de Imprensa

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