Em adultos, a hipertensão é definida como a pressão arterial acima de 14/9, e é considerada grave quando a pressão está acima de 18/12. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a doença é responsável por 9,4 milhões de mortes no mundo, por ano, sendo 45% por problemas cardíacos e 51% por AVC (acidente vascular cerebral). Estima-se que 1,28 bilhão de adultos entre 30 e 79 anos sofram de hipertensão, sendo que a maioria (2/3) vive em países de baixa e média renda.
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No Brasil, calcula-se que 23 a 25% da população tenha pressão alta e outra grande parcela nem saiba que tem o problema. Apesar de ser uma doença bastante comum, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre os fatores de risco, tratamento e controle da hipertensão. O cardiologista Marcelo Ferraz Sampaio, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL), destaca sete mitos e verdades sobre o tema.
Com certeza, é possível. É o que chamamos de tratamento não farmacológico, que deve ser instituído para todos os pacientes. Há pessoas que, devido ao início ou valores da hipertensão arterial, podem ter apenas esse tratamento não farmacológico. Mesmo em casos nos quais os pacientes precisam ser tratados com medicamentos, deve haver um controle da alimentação, para que seja saudável e adequada. O tratamento não farmacológico envolve algumas medidas como:
Em sua grande maioria, 90% dos casos, a hipertensão arterial é hereditária, um fator genético, então não pode ser prevenida. Entretanto, é possível não apenas postergar o início do seu aparecimento como atenuá-la. Esse controle pode ser feito por meio da adoção de uma alimentação saudável, prática de atividades físicas e controle do estresse.
O estresse, por si, não causa a hipertensão. Ele pode atuar de duas formas:
Dados antigos mostravam que os homens apresentavam mais hipertensão. Mas, hoje, sabemos que as mulheres representam a maioria dos pacientes hipertensos, chegando a 54% do total. Isso se deve não apenas às alterações hormonais, que são típicas após a menopausa, mas também às mudanças que ocorreram na sociedade nos últimos 50 anos. Existem diversos fatores, mas de uma forma geral, a mulher está cada vez mais atuante no mercado de trabalho, sofre com situações diferenciadas de estresse, passou a consumir mais cigarro e álcool e, muitas vezes, não desenvolve atividades físicas.
O consumo de álcool não é causador da hipertensão, mas eleva a pressão arterial, principalmente as bebidas destiladas. Por isso, os pacientes hipertensos devem manter um consumo moderado de álcool e não devem fazer uso habitual ou diário. Muitos pacientes dão entrada nas salas de emergência com quadros de AVC (acidente vascular cerebral) e relatam consumo exacerbado de bebidas alcóolicas. Então, a recomendação é que o consumo seja restrito ou abolido por hipertensos.
A hipertensão arterial causa, basicamente, três graves doenças: infarto do miocárdio, AVC e doença renal – a maior causa de diálise em nosso país é de pacientes hipertensos que não mantiveram o controle da pressão arterial. A pressão alta também causa insuficiência cardíaca porque, ao longo do tempo, pode descompensar o coração e provocar o aumento do seu tamanho. É importante ressaltar que a hipertensão é uma doença silenciosa, não provoca sintomas clássicos típicos – alguns pacientes relatam dores de cabeça –, mas apresenta uma progressão lenta e com complicações muito graves em órgãos nobres e com sequelas.
A hipertensão arterial não tem cura, mas tem controle. Para isso, o paciente precisa sempre tomar a medicação indicada pelo médico, fazer o controle dos fatores de risco e manter hábitos saudáveis, se preciso, mudando seu estilo de vida.
*Informações Assessoria de Imprensa