Reajuste de medicamentos entra em vigor e acende alerta nas empresas: quem vai pagar essa conta?

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2026-04-08 | 14:24h
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Saúde Debate
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(Foto: aleksandarlittlewolf/Freepik)

Os preços máximos dos medicamentos no Brasil foram reajustados recentemente, por determinação da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), órgão vinculado à Anvisa. O teto autorizado chega a 3,81%, com média ponderada estimada em 1,95% pelo Sindusfarma. Para o trabalhador que arca com o custo do próprio tratamento, qualquer aumento é relevante. Para as empresas, porém, o impacto também ocorre.

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“Quando o preço do remédio sobe e o empregador não oferece suporte, o colaborador tende a uma decisão que passa despercebida pelo RH: interromper o tratamento. Para quem convive com hipertensão, diabetes, colesterol alto ou algum transtorno de saúde mental, essa interrupção é o início de uma trajetória que reaparece nas contas da empresa meses depois, como internação, afastamento prolongado ou queda de produtividade que nenhuma pesquisa de clima consegue mapear”, explica Luis Gonzalez, cofundador e CEO da Vidalink

O que os dados mostram

A Vidalink acompanha a saúde de 1,1 milhão de trabalhadores em empresas de todo o Brasil por meio do seu Plano de Medicamentos. Os dados da base, combinados com os resultados do Check-up de Bem-estar 2025, maior estudo sobre bem-estar corporativo do país, conduzido com 11.600 profissionais de 250 empresas, traçam um retrato preocupante da saúde na força de trabalho:

  • 1 em cada 12 colaboradores já faz uso de medicação para saúde mental
  • Mulheres representam quase 62% desse consumo
  • 63% dos profissionais relatam ansiedade, angústia ou desmotivação na maior parte do tempo
  • O uso de medicamentos para saúde mental cresceu em todas as faixas etárias, entre a Geração Z, a alta foi de 7,9% em 2024
  • 31% dos trabalhadores declararam não fazer nada para cuidar da saúde mental; entre mulheres pretas e pardas, esse índice sobe para 46%.

O quadro agrava quando se observa a adesão ao tratamento para doenças crônicas. Colaboradores com diabetes, hipertensão e colesterol, que interrompem a medicação por razões financeiras, são os principais responsáveis por internações evitáveis e, consequentemente, pelo aumento da sinistralidade dos planos de saúde corporativos, que já registraram reajustes médios entre 14% e 19% em 2025, segundo a Pesquisa de Benefícios Corporativos da Pipo Saúde.

“O Plano de Medicamentos é infinitamente mais barato do que uma internação por hipertensão, diabetes ou outras doenças crônicas. A adesão ao tratamento é o que equilibra o plano de saúde.”, explica Regina Sobreiro, médica parceira da Vidalink

O cálculo que o RH ainda não faz

A lógica que conecta o reajuste de medicamentos ao custo do plano de saúde ainda é pouco visível para as áreas de RH. A Vidalink desenvolveu uma Calculadora de ROI gratuita, que estima, com base no perfil da empresa, o retorno financeiro de um Plano de Medicamentos. O cálculo parte de benchmarks científicos validados (Framingham Heart Study, VIGITEL, Covitel) e considera dois eixos de economia: custos evitados com internações por complicações de doenças crônicas (infarto e AVC, entre outras) e custos evitados com afastamentos e perda de produtividade associados à depressão e à ansiedade.

O resultado é expresso em economia anual estimada e em ROI por real investido. A ferramenta foi criada para ajudar o RH a transformar a discussão sobre saúde em argumento financeiro concreto, especialmente em um momento em que benefícios de bem-estar são os primeiros a entrar na linha de corte orçamentário.

“Quando o preço do remédio sobe, a primeira reação do trabalhador é cortar a despesa. A empresa não vê isso acontecer. Vê apenas, meses depois, o reajuste do plano de saúde e a conta da internação. O Plano de Medicamentos é o que evita esse ciclo.”, acrescenta Gonzalez.

*Informações Assessoria de Imprensa

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