Quais as principais dores de um vestibulando de medicina?

vestibulando medicina
(Foto: Freepik)

O curso de medicina é um dos mais disputados do Brasil, e essa concorrência extrema pode gerar nos vestibulando que desejam entrar na área as mais diversas emoções. Portanto, além de dedicação, é preciso uma preparação estratégica para conquistar a tão sonhada vaga na universidade.

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Com isso em vista, o idealizador da mentoria MEDespecialista em estratégias de estudo, inteligência emocional e alta performance, Eduardo Dias, listou as principais dores de um vestibulando de medicina e o que fazer para superá-las:

Impotência: O vestibular é uma maratona e não uma prova de 100 metros. Muitos alunos acabam perdendo o foco durante o ano por não construir uma estratégia adequada de preparação que o mantenham ativos durante todo o processo, causando esse sentimento de impotência.

É fundamental estudar de maneira consistente, priorizando a qualidade ao invés da quantidade de horas. Estudar muito não significa estudar bem, muitos candidatos passam horas diante dos livros, mas sem um planejamento claro. Com dedicação e estratégias bem planejadas, os desafios podem ser superados.

Angústia: Devido à natureza competitiva do processo é fácil deixar se levar por um referencial externo, fazendo comparação com outros estudantes em relação a notas, tempo de estudos, etc. Isso pode gerar muita angústia e abalar a sua saúde mental. É preciso ter em mente que cada um possui uma trajetória única, focando no próprio progresso e na valorização da sua jornada. A prova e seu resultado são eventos particulares e devem ser vistos como um momento de autorresponsabilidade.

Estresse: Os sentimentos dos jovens pré-vestibulandos são como uma montanha-russa. A alta pressão e o medo de fracassar podem gerar ansiedade e estresse, prejudicando a capacidade de estudo e a concentração. Por isso, cuidar da sua saúde e manter o equilíbrio entre estudo e descanso é de suma importância. ‘Não deixe de reservar um tempo para atividades físicas, momentos de lazer, sono e alimentação adequada, pois esses fatores impactam diretamente no desempenho cognitivo’, ressalta o profissional.

Pressão: Existe um sentimento comum dos alunos de estarem carregando o mundo nas costas durante o período de preparação. Essa sensação vai aumentando ao longo do tempo e, com a proximidade das provas, a pressão por resultados, torna-se, em muitos casos, bem cruel. Portanto, treine não apenas seus conhecimentos, mas também sua mente. Um aluno equilibrado emocionalmente tem mais chances de manter o foco e atingir um bom desempenho.

Cobrança: O pensamento de que todo o seu futuro depende de uma prova, aliado as expectativas da família, pode se transformar em uma cobrança excessiva pela aprovação. No entanto, é preciso entender que se cobrar não significa impor resultados. O ideal é fazer uma autoavaliação objetiva a respeito do que se espera do vestibular e ajustar o resultado dentro da realidade do estudante. O controle emocional, principalmente no dia da prova, é tão importante quanto o conhecimento adquirido durante os estudos.

Frustração: Nem tudo na vida são vitórias, e quando falamos de um vestibular tão concorrido como o de medicina, é normal não conseguir a aprovação de primeira. Portanto, se esse for o seu caso, ter alguém para falar desse sentimento é de extrema importância. Além disso, é imprescindível estar aberto a repensar os métodos de estudos, considerando seu perfil e as particularidades de cada disciplina. De acordo com o especialista, ‘Essa avaliação ajuda a corrigir erros que, antes, você não conseguia enxergar’.

Pesadelo: As decisões sobre o resto da sua vida não são definidas pelo vestibular, no entanto, muitos estudantes tem essa certeza e, porque não dizer, crença. Com isso, e com o passar do tempo, acreditam cada vez mais que o mundo vai acabar depois da prova se a aprovação não vier, o que torna a vida um verdadeiro pesadelo.

A concorrência em um vestibular de medicina exige não só um plano de estudos bem estruturado, como maturidade emocional e preparo estratégico, evitando assim, pequenos equívocos que podem ser decisivos para conquistar a tão sonhada vaga.

Tristeza: Mais do que ter consciência do que precisa ser feito, é reconhecer o que não se deve fazer. Dessa forma, fazer o pré-vestibular pela segunda ou terceira vez requer muita resiliência para enfrentar a tristeza e rever seus passos. Muitos não reavaliam estratégias e comportamentos que poderiam dar mais segurança e motivação, para assim, evitarem os erros que poderiam reeditar o caminho do fracasso.

De acordo com a estudante Jéssica Tomiciolli, que já passou por inúmeras reprovações antes de iniciar o processo de mentoria da MED, ‘a preparação para o vestibular de medicina é um compromisso de longo prazo, que exige além de grande investimento de tempo e esforço, o desenvolvimento do autoconhecimento’.

Ela garante que após começar a aplicar as estratégias certas foi possível superar os desafios que impossibilitavam seu progresso, e atualmente, ela já conta com a aprovação em medicina em 10 instituições diferentes. ‘Ter um acompanhamento personalizado fez toda a diferença no meu processo como vestibulanda, pois assim, compreendi onde eu estava e onde eu precisava chegar para ser aprovada’, finaliza ela.

*Informações Assessoria de Imprensa