A comunicação na área da saúde tem passado por transformações significativas nos últimos anos. Com a atualização das diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM) pela Resolução nº 2.336, os médicos ganharam novas possibilidades para divulgar seu trabalho, mas também passaram a lidar com regras mais claras sobre os limites da publicidade profissional.
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A resolução busca equilibrar a atuação dos médicos no ambiente digital, permitindo uma divulgação mais transparente e educativa, sem abrir espaço para práticas que possam comprometer a ética ou a segurança dos pacientes. Para profissionais que atuam em consultórios, clínicas ou hospitais, conhecer essas normas é essencial para se comunicar de forma eficiente e responsável.
“Essa resolução vem resolver uma reivindicação antiga do setor, pois era necessária uma atualização da publicidade médica para refletir o novo momento do mundo digital”, destaca Tatiana Gonçalves, CEO da Moema Medicina do Trabalho e especialista em marketing na área médica. “Antes, os médicos enfrentavam uma concorrência desleal com setores que podiam se comunicar de forma mais ampla. Agora, existe um reequilíbrio.”
Comunicação médica: o que pode
A nova resolução abre espaço para uma comunicação mais transparente, educativa e conectada com o público. Entre os principais pontos permitidos estão:
Para Rogério Passos, CEO da Link3 Marketing Digital, a atualização traz avanços: “Agora está permitido que o médico ou clínica divulguem seus trabalhos nas redes sociais, façam publicidade de equipamentos e, em caráter educativo, utilizem imagens de seus pacientes ou de banco de fotos.”
O que continua proibido
Apesar do avanço, o Conselho Federal de Medicina deixa claro que a liberdade tem limites. Algumas práticas seguem sendo proibidas, como:
“O Artigo 11 da resolução define uma série de restrições que buscam proteger tanto os pacientes quanto a imagem da medicina como atividade ética e responsável”, reforça Tatiana Gonçalves.
Ética e presença digital
As novas diretrizes indicam que a presença digital dos médicos é bem-vinda — desde que construída com responsabilidade. O objetivo do CFM é permitir que os profissionais compartilhem conhecimento e apresentem seus serviços com clareza, sem apelos comerciais exagerados ou riscos à saúde pública.
Por isso, seja para quem atua em consultório particular, clínicas ou hospitais, é essencial conhecer profundamente as regras antes de iniciar qualquer estratégia de marketing médico.
A dica para os médicos que desejam se comunicar melhor com seus pacientes é buscar apoio especializado e acompanhar fontes confiáveis — como revistas da área de saúde, blogs especializados em marketing médico, sites dos Conselhos Regionais e o próprio portal do CFM.
“Em resumo: sim, o marketing médico evoluiu. Mas a ética continua sendo o eixo principal. E para construir uma boa imagem, respeitar as normas é o primeiro passo”, finaliza Tatiana Gonçalves.