Projeto de lei sobre climatério avança, em meio à desinformação que afeta a saúde das mulheres

schedule
2025-07-29 | 13:00h
update
2025-07-29 | 14:41h
person
Saúde Debate
domain
Saúde Debate
(Foto: Freepik)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Curitiba deu parecer favorável ao Projeto de Lei que propõe a criação de uma campanha de conscientização sobre o climatério e a menopausa. A proposta, de autoria da vereadora Rafaela Lupion (PSD), tem como objetivo fortalecer políticas públicas voltadas à saúde da mulher, especialmente em uma fase da vida ainda cercada de desinformação.

Leia também – Como aumentar sua imunidade durante a menopausa?AMP

Publicidade

Um estudo recente realizado pela farmacêutica Astellas com 2.300 pessoas no Brasil, incluindo uma subamostra de 300 mulheres entre 40 e 55 anos, revelou que 79% dessas mulheres relataram sentimentos psicológicos negativos durante a menopausa, como ansiedade (58%), depressão (26%), constrangimento (20%) e vergonha (16%). Além disso, 47% afirmaram que esses sintomas afetaram negativamente seu desempenho no trabalho. Esses dados evidenciam como a falta de informação pode agravar os impactos do climatério na vida pessoal e profissional da mulher.

Nuances da iniciativa

O projeto prevê ações educativas, palestras e distribuição de materiais informativos para ajudar mulheres a entenderem as transformações que ocorrem no corpo durante o climatério; período que antecede e sucede a menopausa, marcado por oscilações hormonais que podem trazer sintomas como suores noturnos, alterações de humor, perda de libido, distúrbios menstruais e até impactos cardiovasculares e ósseos. Além disso, estão previstas parcerias com entidades da sociedade civil, universidades, conselhos municipais e órgãos federais e estaduais para ampliar o alcance das ações.

Segundo a ginecologista Alexandra Ongaratto, especializada em ginecologia endócrina e climatério e Diretora Técnica do Instituto GRIS, esses sintomas podem comprometer a rotina, as relações e o rendimento profissional, especialmente quando a mulher não tem acesso a informações confiáveis ou não sabe onde buscar ajuda. O projeto representa um avanço urgente.

“Informar mulheres é a melhor forma de fazer com que elas tenham entendimento sobre o que ocorre com o próprio corpo. O projeto é fundamental e o primeiro passo é educar as mulheres sobre esse período que não deveria ser tão desconhecido, afinal, nós vivemos um terço da nossa vida no climatério”, afirma a ginecologista.

Como médica especializada em saúde feminina, a doutora tem atuado como uma “porta-voz” da iniciativa, colaborando com a Câmara na elaboração de estratégias educativas que alcancem a população. “Levar informação ao maior número de mulheres possível sempre foi meu sonho e minha missão”, reforça. A ginecologista também estará presente na audiência pública sobre o tema, marcada para o mês de agosto.

Por ser baseado em ações educativas, o projeto não exige grandes investimentos públicos, mas pode gerar efeitos significativos ao promover autonomia, saúde e dignidade às mulheres. Agora, o texto segue para análise da Comissão de Saúde antes de ir ao plenário da Câmara.

*Informações Assessoria de Imprensa

Publicidade

Cunho
Responsável pelo conteúdo:
saudedebate.com.br
Privacidade e Termos de Uso:
saudedebate.com.br
Site móvel via:
Plugin WordPress AMP
Última atualização AMPHTML:
13.02.2026 - 22:25:19
Uso de dados e cookies: