Por que alguns remédios são mais caros que outros? Especialista dá 5 dicas e explica o que o consumidor não vê

schedule
2026-03-20 | 14:00h
update
2026-03-20 | 14:02h
person
Saúde Debate
domain
Saúde Debate
(Foto: jcomp/Freepik)

Ao comparar medicamentos nas prateleiras das farmácias, muitos consumidores ainda acreditam que a diferença de preço está apenas na marca ou no princípio ativo. Porém, existem outros fatores importantes envolvidos, como o tipo de cápsula e embalagem.

Leia também – Crises globais pressionam logística de medicamentosAMP

Responsáveis por garantir que o medicamento mantenha sua eficácia até o momento do consumo, esses componentes protegem o produto de fatores como umidade, luz, oxigênio e variações de temperatura, explica a ACG, líder global em soluções para a indústria farmacêutica e nutracêutica, que desenvolve tecnologias para o setor. Dependendo da complexidade do caso, são necessárias inovações específicas de proteção.

Publicidade

“Alguns medicamentos são extremamente sensíveis ao ambiente externo. Então, se não houver uma embalagem adequada, o princípio ativo pode se degradar antes mesmo do prazo de validade”, explica Kleber Romualdo da Silva, CEO da ACG Packaging Materials na América Latina. “Além disso, dependendo da proposta do produto, irá variar também a sua forma de dispersão, ou seja, se é em cápsula, comprimido ou outro, pois é algo que impacta diretamente no tratamento”, completa.

Os blisters, popularmente conhecidos como “cartelas de remédio”, não servem apenas para organizar as doses separando os comprimidos. Eles atuam como uma barreira contra contaminação e são indispensáveis para manter a estabilidade do produto ao longo do tempo. Justamente por isso não se deve retirar os medicamentos das embalagens, alerta a ACG.

“Não é apenas estética. Tudo isso é parte da tecnologia do medicamento e funciona como um escudo de proteção até chegar ao consumidor e ser utilizado em seu tratamento”, acrescenta Kleber. Quanto maior a necessidade de proteção, mais sofisticado pode ser o sistema, o que também pode impactar o custo de produção e, consequentemente, no preço das farmácias.

“As escolhas das farmacêuticas impactam não só na qualidade do produto, mas também em sua precificação. Quando nós, parte da indústria de embalagem, cápsulas e maquinário, aprimoramos nossas tecnologias e processos, trazendo inovações ao mercado, também estamos contribuindo para que o consumidor encontre mais qualidade pagando menos”, conta o CEO.

5 dicas para lidar melhor com os medicamentos

Apesar de muitas decisões acontecerem na indústria, o consumidor também pode adotar alguns cuidados simples no dia a dia:

  1. Não jogue medicamentos no vaso sanitário ou na pia: substâncias químicas podem contaminar água e solo! Procure pontos de coleta, como em farmácias, para um descarte adequado;
  2. Não retire os remédios de sua embalagem original: ela foi projetada para protegê-lo e garantir que esteja “funcionando” quando você for usar;
  3. Faça separação de materiais: na hora de descartar, separe papel, bula, blister e caixa e veja quais materiais podem ser reciclados;
  4. Armazene remédios em locais adequados: nada de banheiro ou dentro do carro, sempre guarde-os em lugares secos e protegidos do calor. Isso ajuda a preservar sua eficácia;
  5. Verifique a conservação das embalagens e cápsulas: sempre que for comprar ou usar um medicamento, veja como estão a caixa, blister e o invólucro do medicamento, se não há rasgos, amassados ou qualquer coisa que comprometa essas barreiras de proteção, principalmente em casos de cartelas vendidas sem caixa.

No fim, aquilo que parece apenas um detalhe, pode ter um papel essencial na segurança do tratamento e no impacto ambiental do produto. A indústria, nos últimos anos, passou a olhar mais para a sustentabilidade, investindo mais em materiais recicláveis, menos plástico e alternativas biodegradáveis, além de cápsulas vegetais, que não usam componentes animais, como a gelatina. Tudo em busca de reduzir o impacto ambiental sem comprometer a segurança dos consumidores.

“O grande desafio é encontrar o equilíbrio entre proteção, custo e sustentabilidade. Precisamos garantir que o medicamento funcione corretamente, mas considerar também seu impacto ao longo de todo o ciclo, e otimizar as produções, uso de material e o transporte”, afirma Kleber. “O consumidor tem seu papel, e é parte chave de tudo, mas as indústrias precisam se modernizar constantemente”, conclui.

*Informações Assessoria de Imprensa

Publicidade

Cunho
Responsável pelo conteúdo:
saudedebate.com.br
Privacidade e Termos de Uso:
saudedebate.com.br
Site móvel via:
Plugin WordPress AMP
Última atualização AMPHTML:
20.03.2026 - 14:03:12
Uso de dados e cookies: