
Descobrir um nódulo na mama costuma gerar preocupação imediata. No entanto, nem todo “caroço” é sinal de câncer. Segundo o mastologista Rodrigo Freitas, mastologista da Clínica Elsimar Coutinho de São Paulo, compreender as características, causas e tipos dos nódulos mamários é essencial para agir de forma preventiva e manter a saúde das mamas em dia. “Os nódulos mamários são pequenas formações que surgem dentro da mama e podem ser benignos ou malignos. Saber reconhece-los ajuda a reduzir a ansiedade e buscar o diagnóstico correto”, explica o especialista.
Os nódulos benignos, como os fibroadenomas e cistos mamários, são os mais frequentes. Eles costumam ser lisos, móveis e indolores, e não representam risco de câncer. Já os nódulos malignos, – que podem indicar a presença de um tumor – tendem a ser duros, fixos, com bordas irregulares, podendo causar retrações na pele ou secreção com sangue no mamilo. “Embora a maioria dos nódulos seja benigna, alguns sinais devem servir de alerta, como alterações na pele, assimetrias e histórico familiar da doença, ressalta o Dr. Rodrigo.
Entre os tipos mais frequentes, o fibroadenoma aparece, principalmente, em mulheres jovens, até os 35 anos, enquanto o cisto mamário é mais frequente na pré-menopausa, podendo aumentar de tamanho e causar dor antes do ciclo menstrual. Há ainda outros nódulos menos comuns, como lipomas, papilomas e lesões inflamatórias, que precisam ser avaliados por exames de imagem, como ultrassonografia e mamografia.
As causas dos nódulos variam e podem incluir oscilações hormonais, fatores genéticos e hábitos de vida. “Alterações hormonais durante o ciclo menstrual, a gravidez ou o uso de hormônios podem favorecer o aparecimento de nódulos benignos. Já o histórico familiar, a obesidade, o consumo de álcool e o sedentarismo aumentam o risco de alterações malignas”, explica o médico.
Manter o peso adequado, praticar atividade física regularmente e adotar uma alimentação equilibrada são medidas simples e eficazes de prevenção.
Em relação ao tratamento, Rodrigo destaca que a remoção dos fibroadenomas nem sempre é necessária. “Na maioria dos casos, o acompanhamento com ultrassonografia é suficiente. A cirurgia só é indicada quando o nódulo cresce rapidamente, causa dor, levanta dúvida diagnóstica ou gera insegurança na paciente.”
Para o diagnóstico precoce, o especialista recomenda a combinação entre autoexame, mamografia anual e consultas regulares ao mastologista. “Conhecer as próprias mamas é importante, mas o autoexame não substitui os exames de imagem. O ideal é realizá-lo cerca de uma semana após a menstruação, quando as mamas estão menos sensíveis”, orienta.
O médico ainda faz um alerta importante: “Não espere sentir um nódulo para procurar o mastologista. O câncer de mama tem cura em mais de 90% dos casos quando detectado no início.” Com informação, prevenção e acompanhamento médico regular, é possível cuidar da saúde das mamas com tranquilidade e segurança.
*Informações Assessoria de Imprensa







