Ortopedia Regenerativa Mitos e verdades sobre os tratamentos com ortobiológicos

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2025-12-05 | 15:00h
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2025-12-06 | 00:38h
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Saúde Debate
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(Foto: DC Studio/Freepik)

Já pensou em tratar lesões em tendões, articulações e músculos com substâncias retiradas do próprio corpo? Essa é a proposta da Ortopedia Regenerativa, uma área que vem ganhando espaço principalmente entre atletas e pessoas com dores crônicas.

O tema desperta interesse, mas também levanta dúvidas e expectativas muitas vezes irreais. Afinal, o que realmente funciona quando falamos em ortobiológicos?

O que são ortobiológicos

Ortobiológicos são substâncias biológicas extraídas do próprio paciente, aplicadas para estimular e acelerar a cicatrização de tecidos lesionados. Entre os principais estão:

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  • PRP (Plasma Rico em Plaquetas): concentrado obtido do sangue, rico em fatores de crescimento.
  • Células mesenquimais: células com grande capacidade de regeneração, geralmente coletadas da medula óssea ou do tecido adiposo.

Mitos e verdades

  1.  É uma solução para qualquer problema ortopédico – MITO
    Os ortobiológicos têm indicações específicas. Mostram bons resultados em:
  • Lesões tendíneas crônicas (ombro, cotovelo e tornozelo)
  • Alívio da dor em casos leves a moderados de artrose no joelho e no quadril
  • Tratamento adjuvante na osteonecrose da cabeça femoral
    Não substituem cirurgias em casos avançados, como rupturas completas de tendão ou artrose grave.
  1.  O efeito é imediato – MITO
    Diferente de infiltrações com corticoide, que agem rápido, os ortobiológicos estimulam a cicatrização natural do corpo. A melhora começa a ser percebida após algumas semanas e pode evoluir por meses.
  2.  É um procedimento perigoso e experimental – MITO
    Como utilizam substâncias autólogas (do próprio paciente), o risco de reação alérgica é mínimo. O procedimento é feito em ambiente ambulatorial, com técnicas assépticas rigorosas. Embora seja uma área em constante pesquisa, diversos protocolos já são reconhecidos internacionalmente. No Brasil, a aplicação ainda está restrita a protocolos de pesquisa por questões regulatórias.
  3.  Substitui a fisioterapia – MITO
    A fisioterapia continua sendo indispensável. Os ortobiológicos favorecem a regeneração, mas é a reabilitação que fortalece os tecidos e restaura a função plena, prevenindo novas lesões.

Avaliação individual é fundamental 

A decisão pelo uso de ortobiológicos deve ser feita junto a um ortopedista especialista, que avaliará exames de imagem, histórico clínico e as características de cada paciente. Embora não sejam uma solução universal, os tratamentos regenerativos representam um avanço importante na ortopedia e oferecem novas possibilidades para quem busca alternativas menos invasivas e com potencial de recuperação funcional.

*Guilherme Falótico possui formação sólida na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, onde também é professor adjunto. Mestre e doutor em Ciências, possui Fellowship no renomado Rothman Institute (EUA), com foco em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. É certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ. Uma referência em ortopedia, ciência e inovação

Atenção! A responsabilidade do conteúdo é do autor do artigo, enviado para a equipe do Saúde Debate. O artigo não representa necessariamente a opinião do portal, que tem a missão de levar informações plurais sobre a área da saúde. 

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