Obesidade pode agravar doenças inflamatórias intestinais

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(Foto: Freepik)

A relação entre obesidade e doenças inflamatórias intestinais (DII), como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, tem chamado a atenção da comunidade médica. Estudos recentes mostram que o excesso de gordura corporal pode agravar os sintomas das DII e reduzir a resposta ao tratamento[i].

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A obesidade é uma condição inflamatória crônica. O tecido adiposo, além de armazenar energia, atua como um órgão ativo que libera substâncias inflamatórias como citocinas e adipocinas, que ampliam a resposta imune no organismo e podem intensificar a inflamação intestinal. Essa ação contribui para o agravamento da DII e pode aumentar a frequência das crises[ii].

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Outro ponto-chave é a alteração da microbiota intestinal, o conjunto de bactérias que protege e regula o funcionamento do intestino. Pesquisas mostram que dietas ricas em gorduras e ultraprocessados, comuns em pessoas com obesidade, provocam disbiose, um desequilíbrio microbiano que favorece a inflamação intestinal e a piora dos sintomas[iii].

Pacientes com DII e excesso de peso apresentam maior atividade inflamatória e risco aumentado de hospitalizações. O sobrepeso também está associado a pior resposta a medicamentos biológicos e a necessidade de ajustes frequentes no tratamento[iv].

Segundo o Dr. Sérgio Teixeira, diretor médico da Ferring Brasil, o tratamento da DII deve considerar não apenas os sintomas intestinais, mas também fatores metabólicos e emocionais. “A associação de suporte psicológico com o tratamento adequado se faz essencial para que esses pacientes possam ter melhor qualidade de vida”, destaca.

O médico reforça que o manejo da obesidade, o equilíbrio emocional e a alimentação adequada são fundamentais para reduzir a inflamação sistêmica e controlar melhor a doença.

Orientações práticas para pacientes com DII e obesidade:

  • Acompanhamento médico e nutricional[v]: o trabalho conjunto entre gastroenterologista e nutricionista ajuda a ajustar o tratamento e a dieta conforme a fase da doença;
  • Alimentação equilibrada[vi]: priorizar frutas, verduras e legumes, evitando ultraprocessados e excesso de gordura, contribui para o controle inflamatório;
  • Atividade física regular[vii]: melhora o metabolismo e ajuda a reduzir a liberação de citocinas inflamatórias;
  • Saúde mental[viii]: o estresse pode agravar crises e comprometer a adesão ao tratamento, tornando o suporte psicológico parte essencial do cuidado.

*Informações Assessoria de Imprensa

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