A gestão de qualidade é fundamental para garantir a segurança do paciente que vai desde o início do atendimento com a abertura da ficha, até a entrega do laudo com o diagnóstico por imagem. Por meio da implementação de práticas rigorosas de segurança, proteger e garantir a qualidade dos cuidados exige a manutenção adequada dos equipamentos, padronização de protocolos, e formação contínua dos profissionais envolvidos.
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Pensando nisso, Henrique Carrete Jr., médico radiologista e Head de Qualidade da FIDI (Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem, referência nacional em diagnóstico por imagem e inovação na saúde pública), reúne 4 dicas e curiosidades sobre a prática da gestão de qualidade e segurança de um paciente.
- Quais são as características de um diagnóstico seguro?
A entrega de um diagnóstico seguro pode ser definida através de iniciativas como: padronização dos processos operacionais com manuais e POP´s de atendimento ao paciente; treinamento dos colaboradores; qualidade dos laudos médicos, através do peer learning; integração de sistemas, dentre outros processos de segurança, que garantem um diagnóstico seguro.
- Existem indicadores obrigatórios para qualidade hospitalar focados no paciente?
Sim! Na área hospitalar, existem diversos indicadores obrigatórios. Podemos considerar o controle de eventos adversos relacionados ao uso do contraste; controle de eventos adversos relacionados a queda e ao erro na prescrição e administração do contraste; troca de lateralidade; troca de pacientes/ erros na identificação ou óbitos relacionados ao uso do contraste. Além disso, na FIDI há outros indicadores de qualidade, que visam a segurança como não conformidades de laudos; controle de qualidade de laudos médicos; SLA de entrega de laudos de urgência e emergência, tempo de disponibilidade de sistema, dentre outros essenciais.
- Quando falamos de erros diagnósticos, qual é a magnitude dos problemas?
A significância de um erro para o paciente é bastante variável, podendo ser pouco relevante ou afetar gravemente a saúde. Independentemente da graduação, todos os erros devem ser sempre evitados. De um modo geral, erros podem causar atraso no tratamento, realização de um procedimento incorreto ou até mesmo levar ao óbito. Além destas consequências, há também eventuais danos emocionais, como stress, ansiedade e prejuízos financeiros. - Quais são os principais desafios e causas comuns de erros no diagnóstico?
Pode ocorrer nas mais variadas etapas do processo, como por exemplo a partir de um pedido médico inadequado para determinada suspeita clínica. É de suma importância que o exame solicitado seja adequado à suspeita clínica, uma vez que um exame mal solicitado pode levar a uma perda de diagnóstico, além de expor eventualmente o paciente a um teste insuficiente e, neste caso, desnecessário. Neste sentido, a comunicação adequada, constante e próxima entre médico assistente e médico radiologista é essencial.
Discutir segurança é essencial para promover a conscientização e estimular boas práticas entre os profissionais de saúde. Para isso, é fundamental que as instituições invistam em educação continuada, mantenham o acompanhamento objetivo de indicadores, realizem treinamentos que incentivem a notificação de incidentes e eventos adversos e engajem suas equipes em atividades voltadas à cultura de segurança. Da mesma forma, pacientes e familiares também desempenham um papel importante nesse processo, contribuindo com a identificação correta, fornecendo informações precisas sobre exames e procedimentos, seguindo as orientações dos profissionais e mantendo uma comunicação clara durante o atendimento.
*Informações Assessoria de Imprensa