Mulheres representam dois a cada três casos de Alzheimer

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(Foto: Magnific)

A cada três pessoas diagnosticadas com Doença de Alzheimer, duas são mulheres, segundo pesquisa da Weill Cornell Women’s Brain Initiative. No Brasil, a enfermidade já afeta cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais, de acordo com o Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (re)conhecimento e projeções futuras (2024). Principal causa de demência no mundo, o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa caracterizada pela morte progressiva de neurônios, especialmente em regiões do cérebro ligadas à memória, atenção, orientação e planejamento, comprometendo de forma crescente a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes.

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Segundo os dados, essa disparidade é causada pelas alterações hormonais durante a perimenopausa e menopausa. O estrogênio desempenha funções fundamentais para o cérebro feminino, contribuindo para a produção de energia pelas células cerebrais, favorecendo o fluxo sanguíneo, além de exercer ação antioxidante e antiinflamatória. Com a redução dos níveis hormonais, o cérebro perde essa proteção natural.

Além disso, alterações nos níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estresse, podem afetar o humor, a memória e outros processos cognitivos. Essas mudanças podem contribuir para o início silencioso de alterações cerebrais associadas ao Alzheimer, que podem começar décadas antes do diagnóstico, inclusive a partir dos 45 anos.

Segundo o neurologista Dr. Edson Issamu Yokoo, da rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, é fundamental diferenciar os esquecimentos esperados do envelhecimento natural daqueles associados a um quadro demencial. “O envelhecimento pode provocar lapsos pontuais e geralmente inofensivos. Consideramos um quadro demencial quando os esquecimentos, a desorientação e as alterações comportamentais passam a comprometer as atividades da vida diária e a autonomia do indivíduo”, explica.

Primeiros sintomas

Os primeiros sinais do Alzheimer incluem dificuldade para fixar e reter memórias recentes, tendência à desorientação têmporo-espacial e prejuízos nas chamadas funções executivas, que são habilidades relacionadas ao planejamento, organização e tomada de decisões.

Entre os sinais de alerta estão a incapacidade de sair sozinho devido ao risco de se perder, o perigo de provocar acidentes domésticos (como esquecer o fogão ligado), e a dificuldade para lidar com informações numéricas, como senhas ou telefones.

A idade acima de 65 anos é o principal fator de risco para a doença, embora aspectos como escolaridade, histórico familiar e hábitos de vida também influenciem. Especialistas apontam que fatores relacionados à qualidade de vida têm impacto direto na saúde cerebral. A recomendação inclui alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle de doenças crônicas e a redução do consumo de álcool e tabaco.

O diagnóstico precoce é considerado decisivo para ampliar a janela terapêutica, favorecer maior estabilidade clínica e retardar a progressão dos sintomas. Quanto mais cedo o quadro é identificado, maiores são as possibilidades de preservar a funcionalidade e a qualidade de vida do paciente. Nesse contexto, o suporte e o treinamento de familiares e cuidadores são fundamentais para reduzir tensões e minimizar o sofrimento, especialmente diante da vulnerabilidade crescente do indivíduo.

*Informações Assessoria de Imprensa

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Cunho
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