Mitos e verdades das canetas emagrecedoras

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(Foto: Freepik)

Elas viraram uma verdadeira febre e tendência cada vez mais em expansão. As canetas emagrecedoras ganharam os holofotes de milagres de consumidores e sua importação saltou 88% em 2025, em relação à 2024, de acordo com dados do Conselho Federal de Farmácia. Para se ter uma ideia, produtos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro já somam mais de R$9 bilhões.

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Pensando nisso, Karla Bandeira, médica endocrinologista e consultora científica da Voy, empresa de gestão de saúde com foco em assistência farmacêutica, lista os seis mitos e verdades das canetas emagrecedoras. Confira:

1. “As canetas emagrecedoras funcionam para qualquer pessoa”

Mito: Esse é um dos equívocos mais comuns e potencialmente perigosos. Esses medicamentos não são indicados para uso indiscriminado. Sua prescrição deve ser individualizada e baseada em critérios clínicos bem estabelecidos, como obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades. O uso deve sempre ocorrer sob avaliação e acompanhamento médico.

 

2. “Não é necessário fazer dieta e exercício”

Mito: Embora os análogos de GLP-1 sejam eficazes, os melhores resultados ocorrem quando o tratamento medicamentoso é associado à mudança de estilo de vida, incluindo reeducação alimentar, atividade física e acompanhamento multiprofissional. O medicamento não substitui esses pilares, ele atua como ferramenta terapêutica complementar.

 

3. “Não têm efeitos colaterais”

Mito: Como qualquer medicamento, podem ocorrer efeitos adversos. Os mais comuns são náuseas, vômitos, constipação, diarréia e desconforto gastrointestinal, especialmente no início do tratamento. Em geral, são transitórios e manejáveis quando há acompanhamento adequado. O uso sem supervisão médica aumenta o risco de complicações.

 

4. “São medicamentos que podem ser usados para tratar outras doenças ”

Verdade: Esses medicamentos foram aprovados para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Alguns já vêm sendo utilizados também para outras condições associadas à obesidade, sempre com avaliação e acompanhamento médico individualizado.

 

5. “Podem levar à perda de peso significativa”

Verdade: Estudos clínicos robustos demonstram reduções expressivas de peso corporal em pacientes elegíveis. No entanto, a magnitude da resposta varia entre indivíduos e depende de fatores como adesão ao tratamento, dose utilizada, perfil metabólico e mudanças sustentadas no estilo de vida.

 

6. “O peso pode voltar após parar o uso”

Verdade: A obesidade é uma doença crônica e multifatorial. A interrupção do tratamento, especialmente sem manutenção das mudanças de hábitos, pode levar ao reganho de peso. Por isso, o seguimento médico contínuo é fundamental para definir a duração adequada da terapia e estratégias de manutenção.

“É notório que esses medicamentos representam uma mudança relevante no tratamento da obesidade e especialistas consideram um avanço importante na abordagem farmacológica da obesidade. Ainda assim, eles não eliminam a necessidade de políticas públicas e estratégias preventivas, focando sempre em saúde e bem-estar de maneira individualizada”, explica Karla Bandeira.

*Informações Assessoria de Imprensa

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