Março reforça conscientização sobre o glaucoma, uma doença silenciosa e que pode causar cegueira irreversível

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2026-03-05 | 16:03h
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(Foto: Freepik)
Março é focado na conscientização sobre o glaucoma, apontado como a principal causa de deficiência visual irreversível no mundo. “Pela sua dimensão, é possível observar o quanto essa doença pode ser perigosa”, alerta a médica oftalmologista do Hospital Oftalmos, Carolina Rottili Daguano. Para alertar sobre esses riscos, muito mais do que o Dia Mundial do Glaucoma (12 de março), todo o mês ganha foco na prevenção da chamada cegueira silenciosa.
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A especialista explica que o maior agravante está no fato de o glaucoma ser uma doença assintomática, na qual o paciente só observa as primeiras manifestações quando já está em estágios avançados. “O glaucoma é uma neuropatia óptica, ou seja, uma doença no nervo óptico causada pelo aumento da pressão intraocular. Em alguns casos, podem ocorrer dor nos olhos e vermelhidão, mas os casos inaparentes são a grande maioria”, revela.
Quando a doença já está em estágio mais avançado, apresenta sintomas como perda do campo visual periférico, causando dificuldade para dirigir, caminhar ou descer escadas. Há ainda a diminuição da acuidade visual central em casos mais graves, dificultando atividades como leitura, assistir à televisão, realizar cuidados domésticos e usar o computador. No estágio final da doença, instala-se a cegueira irreversível.
A doença pode se manifestar em alguns tipos, sendo os mais comuns o Glaucoma Primário de Ângulo Aberto (GPAA) e o Glaucoma Primário de Ângulo Fechado (GPAF), que se apresenta de forma mais agressiva e aguda. Além desses, há os glaucomas secundários, mais raros, causados por inflamações oculares, retinopatias, tumores, traumas e cirurgias; e os glaucomas juvenil, infantil e congênito, que ocorrem em recém-nascidos e bebês. “Os sintomas e sinais já podem estar presentes ao nascimento ou até os três primeiros anos de vida, apresentando características como aumento do globo ocular, perda da transparência da córnea, que leva ao aspecto azulado do olho, vermelhidão ocular, fotofobia e lacrimejamento”, alerta a médica do Oftalmos.
“O diagnóstico de cada tipo de glaucoma deve ser realizado por meio de uma consulta oftalmológica completa, direcionada para o caso e acompanhada de exames complementares, como gonioscopia, campimetria, retinografia e tomografia de coerência óptica”, aponta. O tratamento também difere em cada caso e tem como principal objetivo a redução e o controle da pressão intraocular, estabilizando a doença. Para isso, estão disponíveis métodos como colírios hipotensores, laser e cirurgias antiglaucomatosas.
Alerta aos 40+
Os principais fatores de risco são: histórico familiar da doença, presença de miopia ou hipermetropia, diabetes, uso de corticoides, ocorrência de trauma ou cirurgia ocular prévia e, como grande agravante, ter mais de 40 anos. “A prevalência do glaucoma aumenta com a idade, sendo que a neuropatia óptica glaucomatosa pode ocorrer mesmo em casos de pressões intraoculares normais. Por isso, os pacientes que tenham 40 anos ou mais precisam fazer consultas para avaliação do nervo óptico, da camada de fibras nervosas e exames de retinografia e tomografia de coerência óptica, a fim de detectar a doença antes que ela apresente formas irreversíveis”, finaliza a doutora Carolina.
*Informações Assessoria de Imprensa

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