O Estudo Epidemiológico do Sono (EPISONO), realizado pelo Instituto do Sono, apontou que 32,9% dos moradores da cidade de São Paulo têm apneia obstrutiva do sono e 45% apresentam insônia ou dificuldade para dormir. Estudo apresentado no 17º Congresso Mundial do Sono mostrou que houve um aumento de 5,3% da prevalência da insônia associada à apneia obstrutiva do sono, denominada COMISA (Comorbid insomnia and sleep apnea), em 8 anos na cidade de São Paulo. A pesquisa revelou ainda que a presença isolada de um desses distúrbios de sono pode aumentar o risco de o paciente desenvolver uma segunda condição. O encontro científico realizado em outubro no Rio de Janeiro.
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“Estes resultados demonstram quão estreita é a relação entre a apneia obstrutiva do sono e a insônia na população em geral”, afirma Ygor Luciano, pesquisador do Instituto do Sono e aluno de pós-graduação do Departamento de Psicobiologia, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
O estudo comparou dados de indivíduos que participaram de 2 edições do EPISONO. Uma de 2007, que contou com 1.042 participantes. E outra de 2015, que envolveu 708 pessoas. Dos participantes das 2 edições 585 indivíduos preencheram os requisitos técnicos da pesquisa. O estudo atestou que, em 2007, a insônia associada a apneia obstrutiva do sono acometia 17,17% das pessoas pesquisadas. Essa proporção subiu para 23%, em 2015.
A apneia obstrutiva do sono é uma doença que provoca o fechamento parcial ou total das vias respiratórias várias vezes durante o sono. Pode causar ronco, fragmentação de sono, sonolência excessiva diurna, cansaço, redução da memória e alterações de humor, além de aumentar o risco para doenças metabólicas e cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Já a insônia se caracteriza pela dificuldade de o indivíduo iniciar ou manter o sono ou acordar de maneira precoce pela manhã. É considerada doença quando ocorre 3 vezes por semana por 3 meses, acarretando sonolência e cansaço durante o dia.
*Informações Assessoria de Imprensa