Especialista do Paraná explica como evitar trombose em pacientes com câncer de mama

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(Foto: stefamerpik/Freepik)

Um estudo italiano, publicado pela revista científica Thrombosis Research, demonstra a correlação entre trombose e câncer de mama. O risco de desenvolver os coágulos sanguíneos é maior entre três meses e um ano após o diagnóstico do tumor.

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O estudo aponta que, em casos de câncer de mama, principalmente o metastático, quando as células cancerosas se soltam do tumor original e vão para outras partes do corpo e formam novos tumores, a trombose está associada a um risco 2,4 vezes maior de morte quando analisada as variáveis de​​ idade, estágio da doença, comorbidades, índice de massa corporal (IMC) e tipo do tratamento do câncer.

“Nestes casos, o tratamento profilático com biomedicamentos pode prevenir a ocorrência de trombose em pacientes oncológicas. O especialista vai avaliar cada caso e analisar a pré-disposição para definir a melhor forma de profilaxia, sem causar interferência no tratamento oncológico”, explica a oncologista Maria Cristina Figueroa Magalhães, professora de Oncologia Clínica da PUC-PR.

Vários fatores contribuem para o surgimento de eventos trombóticos. As cirurgias oncológicas podem elevar ainda as chances de desencadear trombose, já que as pacientes passam por um período de imobilização.

Apesar do risco de trombose ser pequeno entre as pacientes oncológicas, é importante ter acompanhamento médico já que o número de mulheres acometidas pelo câncer de mama no Brasil é alto, ou seja, aumenta a possibilidade de eventos trombóticos. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2022 o país teve 66 mil novos casos desta neoplasia.

“O tratamento profilático de trombose é contribui para a evitar o agravamento do quadro de saúde das pacientes oncológicas, aumentar a qualidade de vida e reduzir custos com as complicações decorrentes dos trombos”, acrescenta Maria Cristina, que também atua como oncologista clínica do Grupo Oncoclínicas e do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie.

Os medicamentos biológicos também são muito eficazes e seguros no tratamento de câncer de mama, apresentando uma melhora significativa dos resultados terapêuticos em diferentes fases da doença, inclusive após cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou em tratamentos conjugados.

*Informações Assessoria de Imprensa

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