O mundo está cada vez mais conectado pelas telas, mas, para muita gente, enxergar com clareza ainda é um desafio silencioso. Dificuldades para focar, desconforto visual ao longo do dia e imagens distorcidas costumam ser encarados como incômodos passageiros, embora possam sinalizar alterações oculares altamente prevalentes e passíveis de tratamento.
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Os chamados erros refrativos estão entre as principais causas de deficiência visual tratável. Segundo Thayana Darab, oftalmologista do H.Olhos, esse grupo reúne diferentes diagnósticos com manifestações específicas. “Essa condição envolve alterações oculares que impedem a luz de focar corretamente na retina, causando visão embaçada ou distorcida”, explica. Entre os quadros mais frequentes estão a miopia, caracterizada pela dificuldade para enxergar objetos distantes; a hipermetropia, que costuma prejudicar principalmente tarefas próximas; o astigmatismo, responsável por deformação ou borramento em qualquer distância; e a presbiopia, relacionada à perda gradual da visão de perto após os 40 anos.
Identificar os sinais precocemente faz diferença. De acordo com a especialista, manifestações persistentes não devem ser ignoradas, sobretudo porque tendem a afetar produtividade, conforto e segurança.
“Os sintomas mais comuns incluem visão embaçada ou distorcida, dores de cabeça frequentes, cansaço visual após uso prolongado de telas, necessidade de apertar os olhos para ajudar a enxergar e sensação de ardência”, detalha. Nas crianças, acrescenta, a dificuldade pode surgir de maneira menos evidente. “Também pode aparecer como baixo rendimento escolar ou desinteresse pela leitura.”
Apesar da preocupação gerada pelo diagnóstico, a correção costuma ser eficiente e amplamente disponível. A médica destaca que o tratamento deve ser individualizado, considerando rotina, idade e características clínicas.
“Na maioria dos casos, a correção é simples e eficaz, sendo o uso de óculos a solução mais comum e acessível”, orienta. Ela acrescenta que lentes de contato e cirurgia podem ser alternativas para determinados perfis. “A escolha depende da idade do paciente, grau e estilo de vida.”
O avanço global dessas alterações, especialmente da miopia, tem chamado atenção da comunidade científica. Mudanças comportamentais e redução do tempo ao ar livre aparecem entre os fatores mais associados a esse crescimento.
“O aumento dos casos de miopia, em especial, está relacionado ao uso excessivo de telas e à menor exposição à luz natural”, alerta a oftalmologista. Segundo ela, estudos demonstram uma transformação importante no padrão visual da população. “A previsão é que até 2050 aproximadamente 50% das pessoas no mundo sejam míopes.”
Embora essas condições não provoquem cegueira direta na maioria das situações, negligenciar cuidados oftalmológicos pode trazer consequências relevantes. A especialista reforça que a ausência de correção interfere na qualidade de vida e, em alguns contextos, favorece complicações.
“Ignorar os erros refrativos não é inofensivo”, enfatiza. Entre os riscos, ela cita maior chance de acidentes em ambientes profissionais e no trânsito, além de prejuízos permanentes durante a infância. “A falta de correção pode levar à ambliopia, conhecida como olho preguiçoso, que pode se tornar irreversível quando não tratada precocemente.” Em casos de alta miopia, acrescenta, existe ainda aumento da probabilidade de doenças retinianas, incluindo roturas e descolamento.
Por isso, consultas regulares continuam sendo indispensáveis. “Embora geralmente sejam fáceis de corrigir, o diagnóstico e o acompanhamento são essenciais para evitar complicações.” finaliza Thayana Darab, oftalmologista do H.Olhos.
*Informações Assessoria de Imprensa