No dia 29 de setembro, acontece o Dia Mundial do Coração, data que reforça a conscientização sobre os cuidados cardiovasculares. No entanto, médicos e especialistas alertam que cuidar do coração exige olhar para além dele: a saúde cardíaca e a renal estão intimamente conectadas por uma via de mão dupla chamada Síndrome Cardiorrenal, em que a disfunção de um órgão acelera o dano ao outro.
Uma pesquisa nacional encomendada pela Vantive Brasil – empresa de terapias para órgãos vitais com um legado de 70 anos de inovação em cuidados renais – com 2 mil entrevistados em todo o país[1] revela que o ambiente de risco para ambas as condições já faz parte da rotina da população. O levantamento aponta que 26,5% dos brasileiros relatam hipertensão arterial (com 54,9% declarando histórico familiar da condição) e 39,1% são sedentários – dois dos principais vilões para o sistema cardiovascular e para os rins.
A conexão cardiorrenal e o peso do sedentarismo
A pressão alta descontrolada sobrecarrega os vasos sanguíneos do coração e danifica as delicadas estruturas de filtragem dos rins. Por outro lado, a perda progressiva da função renal sobrecarrega o coração, aumentando o risco de eventos cardíacos graves.
Os dados da pesquisa confirmam como hábitos nocivos amplificam esse ciclo. Entre as pessoas sedentárias, o estudo identificou taxas significativamente mais altas de condições cardiovasculares e renais em comparação com quem pratica atividades físicas regularmente:
“O coração e os rins funcionam como parceiros inseparáveis na regulação da pressão e do fluxo sanguíneo. Quando a hipertensão ou o diabetes não são controlados, ambos os órgãos sofrem silenciosamente”, explica Arcângela Valle, gerente médica sênior da Vantive Latam. “Neste Dia Mundial do Coração, nosso objetivo é mostrar que a prevenção cardiovascular precisa incluir a atenção à saúde renal. Proteger os rins é também proteger o coração.”
O medo e a procrastinação atrasam o diagnóstico precoce
Apesar de viver em um cenário propício ao desenvolvimento dessas doenças, a população costuma adiar os cuidados preventivos. A pesquisa mostra que 67,7% dos brasileiros admitem adiar a realização de exames de rotina, enquanto 53,3% afirmam não se hidratar adequadamente.
O estudo revelou ainda que o maior obstáculo para o acompanhamento médico não é apenas a falta de informação, mas o fator emocional: 60,6% apontaram o medo de descobrir algo grave como a maior preocupação com a saúde, superando até mesmo a falta de recursos financeiros (50,5%). Além disso, 20,3% das pessoas admitiram nem saber como avaliar o próprio risco de desenvolver problemas renais.
“Tanto as doenças cardíacas quanto as renais em estágios iniciais costumam ser silenciosas”, destaca Arcângela. “O grande desafio é transformar o medo em ação consciente. Exames simples de rotina, como a dosagem de creatinina no sangue e o exame de urina, somados à aferição da pressão arterial, permitem diagnosticar alterações precocemente e evitar complicações graves no futuro.”
A dimensão da mortalidade cardiovascular e renal no Brasil
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, registrando mais de 400 mil óbitos por ano, o que equivale a cerca de 1.100 mortes por dia ou uma vítima a cada 90 segundos[2]. O volume de óbitos por problemas cardíacos e circulatórios supera o dobro de todas as mortes provocadas por todos os tipos de câncer somados no país[3].
Quando associadas à Doença Renal Crônica (DRC) – condição que já afeta mais de 10 milhões de brasileiros[4] –, o risco de mortalidade precoce se multiplica. As complicações cardiovasculares (como infarto, AVC e insuficiência cardíaca) representam a principal causa de óbito entre pacientes com comprometimento renal crônico e em tratamento dialítico[5].
“Muitos pacientes não sabem que a hipertensão e o diabetes descontrolados agridem silenciosamente os rins e o coração de forma simultânea. Quando o diagnóstico de um problema renal ou cardíaco chega atrasado, o risco de complicações graves e mortalidade aumenta significativamente”, alerta a Dra. Arcângela Valle.
Ações práticas para proteger o coração e os rins
Neste Dia Mundial do Coração, a Vantive reforça a importância de integrar o cuidado cardiorrenal ao dia a dia por meio de hábitos preventivos:
*Informações Assessoria de Imprensa