“Mieloma múltiplo: conhecer para combater” é o slogan da nova campanha que a Abrale – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia lançou neste mês de conscientização sobre a doença. Este tipo de câncer de sangue tem origem na medula óssea, quando ocorre um defeito na diferenciação de algumas células.
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Alguns pacientes podem não apresentar sinais e sintomas do mieloma múltiplo. Quando os sintomas se manifestam, os mais comuns são cansaço extremo, fraqueza, palidez e perda de peso; mau funcionamento dos rins, inchaço nas pernas; sede exagerada, perda de apetite, constipação grave; dores ósseas (especialmente na coluna) e fraturas espontâneas; e infecções constantes.
Um simples exame de sangue pode revelar alterações das células e indicar a necessidade de uma avaliação mais detalhada.
Apesar dos avanços recentes no tratamento, muitos pacientes enfrentam desinformação e muita dificuldade em obter a confirmação diagnóstica. Uma pesquisa recente realizada pela Abrale, com 164 pacientes, mostrou que 94% deles nunca tinham ouvido falar sobre o mieloma. O acesso a médicos especialistas e a demora para confirmar a doença também são um entrave e podem representar riscos à qualidade de vida dos pacientes.
Além da falta de informação sobre esta condição de saúde, os pacientes ouvidos pela Abrale disseram que o diagnóstico também é um desafio. Cerca de 43% dos entrevistados demorou mais de seis meses para procurar um médico – ao avaliar apenas os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), o número sobe para 45%.
Outro ponto de atenção é que 45% se consultaram com três ou mais especialidades médicas antes de fechar o diagnóstico. Além disso, em 30% dos casos a demora para o encaminhamento a um hematologista foi de mais de três meses.
Os números são ainda maiores entre os usuários do SUS: 67% dos pacientes passaram por três ou mais especialidades antes de fechar o diagnóstico e 42% levaram mais de três meses para ser encaminhado ao hematologista.
“Saber mais sobre o mieloma múltiplo é a primeira atitude para os melhores resultados no tratamento”, destaca a CEO da Abrale, Catherine Moura. “Infelizmente, ainda não temos informações oficiais sobre este tipo de tumor de sangue aqui no Brasil, nem o INCA, o que dificulta a adoção de políticas públicas para o diagnóstico precoce e controle. Por isso, além de trabalharmos pela conscientização da sociedade, apoio e educação aos pacientes e familiares, estamos mapeando jornadas de cuidados e levantando dados significativos para contribuir com a melhoria das ações e serviços oferecidos no âmbito da atenção oncológica.”
Mais informações sobre o mieloma múltiplo estão disponíveis no portal da Abrale, no link www.abrale.org.br/doencas/mieloma-multiplo/o-que-e/
*Informações Assessoria de Imprensa