Covid-19: atendimento domiciliar é opção para reabilitação do caso leve ao grave

    O cenário da Covid-19 no Brasil chama atenção tanto pelo número de casos confirmados e de mortes pela doença, mas também pelo de pessoas recuperadas. Durante o tratamento, é necessário um trabalho de reabilitação em muitos casos e o atendimento domiciliar é uma opção para isto. Empresas da área da saúde já oferecem essa modalidade para atender os pacientes que tiveram alta do hospital e também aqueles que não precisaram de internamento, mas que tiveram esta indicação para concluir a recuperação.

    “A reabilitação é uma fase do tratamento que requer cuidados continuados e os hospitais não são a única alternativa” afirma Rafael Bruzamolin, gerente médico da Lar e Saúde, uma das maiores prestadoras de serviço home care do Brasil. “A atenção domiciliar tem um papel fundamental neste momento que é contribuir para a redução da sobrecarga do sistema de saúde brasileiro. Ela permite que os hospitais possam liberar leitos dedicados à Covid-19 para atender outras patologias”, sinaliza.

    Em abril, a procura para atendimento pela Lar e Saúde foi 17% maior em comparação ao mês anterior. “Estamos preparados para receber este perfil de pacientes e agregar valor ao sistema de saúde. Desde os casos leves que podem permanecer em casa àqueles que necessitam de reabilitação completa após internação hospitalar”, afirma o gerente médico.

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    Atendimento domiciliar é opção para reabilitação da Covid-19

    A reabilitação em casa pode garantir um cuidado mais humanizado em um momento crítico, mas sem esquecer das precauções relacionadas à saúde. “Não devemos abrir mão dos cuidados para prevenção da Covid-19 ou para qualquer outro tipo de situação que possa acometer o paciente. Dessa forma mantemos as orientações de higienização das mãos, higienização e desinfecção das superfícies, ventilação adequada da residência, manutenção de quartos individuais e isolamento respiratório para os pacientes que ainda não estão 100% recuperados”, explica.

    Para atender às demandas no atual cenário, a empresa elaborou planos de atendimento domiciliar individualizados para pacientes com Covid-19 e para os que estão em processo de reabilitação. Os planos contemplam médicos de diferentes especialidades; nutricionistas; enfermeiros; fisioterapeutas para exercícios motores e respiratórios; fonoaudiólogos para casos de dificuldade de alimentação e fala; telemedicina e acompanhamento via telemonitoramento; além da realização de exames para o diagnóstico da doença, utilização de medicamentos para o controle dos sintomas.

    Para pacientes que apresentam quadros leves da Covid-19, os cuidados podem ser feitos de forma integral dentro do ambiente domiciliar. “O paciente pode se recuperar dentro de 14 dias com medidas de suporte e tratamento para sintomáticos. Assim, oferecemos diariamente atendimento durante esse período de duas semanas, concedendo, inclusive, a alta clínica quando ele não apresentar mais febre, sintomas respiratórios e tiver o exame com resultado negativo para a doença”.

    Já para quadros moderados, em que os pacientes passaram por um curto período de internação e estão com as condições clínicas estabilizadas, o atendimento domiciliar também pode ser feito. “Provemos toda a infraestrutura para o tratamento dos casos moderados com atendimento multidisciplinar especializado, coleta de exames laboratoriais e realização de exames radiológicos, conforme necessário. Tudo para que o paciente possa concluir o tratamento próximo à família”, explica.

    Nesses casos, é importante que o paciente não apresente mais sintomas como febre, tenha uma evolução clínica estável de no mínimo 48 horas, e possua a saturação de oxigênio normalizada, assim como a frequência cardíaca, respiratória e pressão arterial.

    O atendimento domiciliar ainda contempla pacientes em estágio crítico ou já recuperados do estágio mais grave da doença. “São pacientes com longo tempo de permanência hospitalar, estando ou não em ventilação mecânica. Mesmo curados da Covid-19, quando recebem alta podem ainda estar utilizando suporte ventilatório, estão emagrecidos, fracos e com dificuldades para realizar as atividades da vida diária. Por isso precisarão de reabilitação e cuidados continuados para retomar sua vida normal”, afirma Bruzamolin.

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