A pele é o maior órgão do corpo humano, portanto, o que fica mais vulnerável na estação mais quente do ano: o verão. Porém, nem sempre a fonte de queimaduras na pele é o excesso de exposição solar. Outros fatores como acidentes domésticos, panelas quentes, substâncias químicas, choques elétricos e até mesmo águas-vivas podem causar queimaduras.
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De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 150 mil internações por ano são de casos de queimaduras. No litoral do Rio Grande do Sul, por exemplo, os casos de queimaduras por águas-vivas cresceram 700% desde o início da Operação Verão Total até o dia 26/12, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
“Em casos de queimaduras por água-viva, é essencial não tocar, coçar ou esfregar o local, além de não jogar água doce na queimadura para não potencializar o veneno do animal. Borrifar vinagre, a própria água do mar ou soro fisiológico pode paralisar a ação do veneno e diminuir as dores”, explica Silvana Coghi, dermatologista na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
Além disso, para a prevenção é importante saber se há avisos sobre a presença de águas-vivas nas praias e buscar áreas com proteção de guarda-vidas. Outras dicas são evitar entrar no mar no período noturno, não tocar em animais que estejam na areia e sair da água imediatamente se avistar uma água-viva.
Entre 2015 e 2020, foram cerca de 19 mil mortes por queimaduras no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras. A dermatologista comenta algumas dicas de prevenção para os vários tipos de causas de queimadura.
Coghi também destaca que durante o verão, os cuidados com as queimaduras solares devem ser redobrados com a pele, por isso, o consumo de água, frutas e o uso de roupas leves também pode ajudar a manter a saúde desse órgão.
*Informações Assessoria de Imprensa