Segundo dados do Ministério da Saúde, nos últimos três anos, o Brasil registrou um leve aumento de 1,9% do número de bolsas de sangue coletadas: foram 3.248.737 em 2023 e 3.310.025 em 2024. Até maio de 2025, foram 831.518. Já as transfusões de sangue passaram de 3.088.332 e 3.178.138 no mesmo período, crescimento de 2,9%.
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Embora o número de doações realizadas no Brasil esteja dentro do parâmetro recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Ministério da Saúde realiza campanhas anuais para captar mais doadores e manter estoques de sangue e de hemoderivados. Em 2024, 1,6% da população fez doação de sangue no país.
“Doação de sangue desempenha um papel fundamental no tratamento de pacientes com cânceres hematológicos, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo. Durante o tratamento dessas doenças, que frequentemente envolve quimioterapia intensiva, transplante de medula óssea e longos períodos de internação, transfusões de sangue e plaquetas tornam-se indispensáveis para a manutenção da saúde e da qualidade de vida dos pacientes”, explica o hematologista especialista da Libbs Farmacêutica, Rony Schaffel.
Muitos pacientes hematológicos dependem de transfusões recorrentes ao longo de toda a jornada terapêutica. Isso acontece porque os tratamentos podem reduzir temporariamente a produção de células sanguíneas pela medula óssea, aumentando o risco de anemia, sangramentos e infecções. “Em diversos casos, a doação de sangue não é apenas um suporte ao tratamento, mas parte essencial dele. Pacientes com cânceres hematológicos podem precisar de múltiplas transfusões durante meses, especialmente em fases mais intensivas da terapia”, avalia.
No entanto, os hemocentros frequentemente enfrentam oscilações nos estoques ao longo do ano, principalmente em períodos de férias prolongadas, baixas temperaturas e feriados. A queda nas doações pode impactar diretamente o atendimento hospitalar e comprometer a continuidade de tratamentos. Por isso, há a necessidade de conscientização contínua da população sobre a doação regular de sangue. Uma única bolsa pode beneficiar mais de um paciente e contribuir para salvar vidas diariamente.
“Pessoas saudáveis, entre 16 e 69 anos — respeitando os critérios dos hemocentros — podem se candidatar à doação. Antes da coleta, todos os voluntários passam por uma triagem clínica para garantir segurança tanto para quem doa quanto para quem recebe”, conclui Rony Schaffel.
*Informações Assessoria de Imprensa