
O aumento das temperaturas no fim do ano tem efeito direto sobre a circulação sanguínea e ajuda a antecipar a busca por atendimento médico em dezembro. O calor favorece a dilatação dos vasos, compromete o retorno venoso e intensifica sintomas como inchaço, dor e sensação de peso nas pernas, frequentemente associados à insuficiência venosa crônica.
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Estudo epidemiológico brasileiro amplamente utilizado como referência pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) indica que 47,6% da população adulta apresenta algum grau da doença. Em muitos casos, o quadro evolui de forma silenciosa ao longo do ano e só se torna perceptível nos meses mais quentes, quando o sistema venoso entra em sobrecarga.
A cirurgiã vascular Camila Kill, mestre em cirurgia pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, afirma que o calor funciona como um fator de descompensação clínica. “O calor do fim de ano acelera o refluxo venoso e agrava sintomas que antes eram discretos. É quando o paciente percebe que não se trata apenas de uma questão estética, mas de um problema circulatório”, diz.
A insuficiência venosa ocorre quando as válvulas das veias perdem eficiência e permitem o acúmulo de sangue nos membros inferiores. Segundo diretrizes da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, a ausência de acompanhamento pode levar à progressão do quadro, com risco de complicações como flebites, trombose venosa profunda e úlceras venosas de difícil cicatrização.
Camila explica que fatores comportamentais típicos do período agravam o problema. Menor ingestão de água, aumento do consumo de álcool, viagens prolongadas e longos períodos sentado reduzem a eficiência da circulação. “Dezembro concentra uma série de fatores de risco ao mesmo tempo. Calor, desidratação e imobilidade prolongada criam um cenário desfavorável para quem já tem predisposição”, afirma.
A médica acrescenta que a prevenção passa por medidas simples, como manter hidratação adequada, evitar longos períodos na mesma posição e manter uma rotina mínima de atividade física. A recomendação é procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes, mesmo na ausência de veias aparentes. “O diagnóstico precoce permite intervenções mais simples, reduz riscos futuros e evita que o problema evolua de forma silenciosa”, conclui.
*Informações Assessoria de Imprensa







