O Brasil registrou mais de 487 mil nascimentos prematuros nos dois últimos anos, segundo dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, o Sinasc, divulgados pelo Ministério da Saúde. O volume representa 12,3% do total de nascidos vivos no período e reforça a pressão sobre a rede de atenção neonatal, especialmente em casos que exigem internação em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.
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A prematuridade é definida pelo nascimento antes de 37 semanas de gestação. Bebês que chegam antes do tempo podem apresentar imaturidade pulmonar, dificuldade para manter a temperatura corporal, instabilidade metabólica, baixo peso e maior risco de infecções. Em muitos casos, as primeiras horas de vida exigem acompanhamento contínuo, protocolos bem definidos e decisões rápidas por parte das equipes assistenciais.
O alerta também se conecta a uma tendência acompanhada pelo Ministério da Saúde. Boletim epidemiológico publicado pela pasta apontou aumento da prevalência de nascimentos prematuros a partir de 2020, com diferenças regionais e maior impacto em determinadas macrorregiões do país.
Nas UTIs neonatais, o cuidado intensivo depende de uma estrutura preparada para responder a alterações clínicas em tempo real. Monitores multiparamétricos, incubadoras, ventiladores neonatais, berços aquecidos, bomba de infusão e insumos de uso contínuo fazem parte da rotina de unidades que precisam acompanhar sinais vitais, manter estabilidade térmica, oferecer suporte respiratório e administrar terapias com segurança.
A administração de medicamentos, hidratação, nutrição parenteral, suporte respiratório e controle térmico exige atenção especial em recém-nascidos prematuros, já que pequenas variações nos parâmetros de cuidado podem ter impacto clínico relevante. Por isso, a segurança na UTI neonatal depende da integração entre tecnologia, protocolos assistenciais, disponibilidade de insumos e equipes treinadas.
Além da estrutura hospitalar, especialistas ressaltam a importância do pré-natal, da identificação de gestações de risco e do acesso oportuno a serviços de saúde. O Ministério da Saúde também tem associado a agenda da prematuridade à qualificação do cuidado materno e neonatal, incluindo ações voltadas à prevenção, ao manejo de complicações e à redução de riscos nos primeiros dias de vida.
Com milhares de bebês prematuros registrados no país em apenas dois anos, a discussão deixa de ser restrita às maternidades e passa a envolver gestão hospitalar, políticas públicas, capacitação profissional e investimento em tecnologia médica. Para hospitais e famílias, o desafio é garantir que o nascimento antes do tempo seja acompanhado por uma rede preparada para responder com rapidez, precisão e cuidado individualizado.
*Informações Assessoria de Imprensa