Baixa cobertura vacinal reacende alerta para avanço da meningite no Brasil

meningite
(Foto: Freepik)

A queda na cobertura vacinal no Brasil tem reacendido o alerta para o avanço de doenças graves que poderiam ser evitadas com a imunização. Em meio ao aumento de casos de meningite e infecções respiratórias em diferentes regiões, especialistas reforçam a importância da vacinação como principal estratégia para conter surtos, reduzir internações e evitar mortes, especialmente entre crianças e idosos. Mesmo com vacinas disponíveis gratuitamente, o Brasil conseguiu atingir a meta de cobertura em apenas dois imunizantes do calendário infantil nos últimos anos, BCG e hepatite B, segundo dados do Ministério da Saúde. 

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O cenário preocupa autoridades sanitárias diante do aumento de casos de doenças imunopreveníveis em diferentes regiões do país. Além disso, a cobertura vacinal entre adolescentes de 11 a 14 anos segue abaixo da média para diversas vacinas recomendadas, o que amplia o risco de circulação de doenças preveníveis e reforça a necessidade de conscientização nessa faixa etária. Somente o estado de São Paulo registrou 901 casos e 95 mortes por meningite. Em todo o Brasil, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, apenas nos quatro primeiros meses deste ano já foram contabilizados cerca de dois mil casos da doença, número maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando houve 1.980 casos e 168 mortes no país.

“A baixa adesão vacinal abre espaço para que doenças antes controladas voltem a circular com mais força. A meningite é um exemplo disso, porque pode ter evolução muito rápida e exigir atendimento imediato”, afirma e cofundador da Nina Saúde, healthtech especializada em vacinação e serviços de saúde domiciliar.

Atualmente, a Nina Saúde realiza em média mais de 10 mil aplicações de vacinas por mês e vem observando um aumento na procura por imunizantes contra meningite e pneumonia, movimento que, segundo o especialista, reflete uma maior preocupação da população com doenças infecciosas e prevenção. “Também observamos um interesse crescente pela vacina contra a Meningite B, que atualmente não está disponível no SUS e pode ampliar a proteção contra uma das formas mais graves da doença”, acrescenta Bil.

Além da conscientização, Bil destaca que o acesso ainda é um dos principais desafios para ampliar a cobertura vacinal no país. “Muitas pessoas deixam de se vacinar por dificuldade de encaixar a ida a uma clínica na rotina, pela falta de informação ou até por acreditarem que determinadas doenças não representam mais risco. Facilitar o acesso a vacinação é fundamental para aumentar a adesão. Por isso, desenvolvemos um serviço domiciliar, pois entendemos se encaixa no dia a dia das famílias”, explica.

O infectologista também reforça a importância de reconhecer rapidamente os sinais da meningite, como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos e manchas pelo corpo. “Em muitos casos, o diagnóstico e o tratamento precisam acontecer nas primeiras horas para evitar complicações graves”, alerta.

Além da meningite, outras doenças respiratórias também têm preocupado especialistas em saúde pública. Dados da Fiocruz apontam crescimento de cerca de 12% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, cenário impulsionado principalmente pela circulação de vírus respiratórios entre crianças e idosos.

Ao mesmo tempo, avanços recentes na vacinação já demonstram impactos positivos. O Brasil atingiu a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês. Segundo dados oficiais, até abril deste ano, as internações de crianças menores de dois anos por SRAG associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo período de 2023, enquanto os óbitos tiveram redução de 63%. Já a proteção contra o VSR passou a estar disponível no SUS para grupos específicos, incluindo bebês prematuros, considerados mais vulneráveis às formas graves da doença. Os números reforçam o impacto direto da vacinação na redução de casos graves e mortes.

Nina Saúde promove semana de conscientização sobre vacinação 
Como parte das ações do Dia Nacional da Imunização, a Nina Saúde contará com uma programação especial entre os dias 8 e 10 de junho, às 19h, com lives gratuitas no Instagram reunindo especialistas para debater temas relacionados a vacinação, prevenção de doenças e calendário vacinal, além de dias para as famílias.

No dia 8 de junho, às 19h, a live será sobre meningite, conduzida pela pediatra infectologista Rafaela Altoé. No dia 9 as enfermeiras Rita e Larissa, da Nina Saúde, abordarão os principais cuidados relacionados a bronquiolite e ao vírus sincicial respiratório (VSR). Encerrando a semana, no dia 10, o infectologista Bil Randerson Bassetti participará de um bate-papo para esclarecer dúvidas sobre vacinação e reforçar a importância da imunização ao longo da vida.

A iniciativa tem como objetivo fornecer informação confiável e conscientizar a população sobre a importância de manter a vacinação em dia em todas as fases da vida. “Vacinação é uma das ferramentas mais importantes da saúde pública. Quanto maior a cobertura vacinal, maior a proteção coletiva e menor o risco de surtos de doenças graves”, finaliza Bil.

Serviço – Semana da Imunização Nina Saúde

Data: 8 a 10 de junho, às 19h

Formato: Lives gratuitas no Instagram da Nina Saúde

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*Informações Assessoria de Imprensa