Atenção aos sinais: infectologista explica o que fazer em caso de infecção

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(Foto: kjpargeter/Freepik)

Febre repentina, dor, vermelhidão, inchaço ou secreção. Esses sinais podem indicar que o corpo está lutando contra uma infecção: reação que muitas vezes surge de forma inesperada e provoca preocupação entre pacientes e familiares. Em alguns casos, a causa é desconhecida, o que pode gerar medo e ansiedade.

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Nos últimos meses, o tema ganhou destaque nas mídias com a divulgação de diferentes casos clínicos, acendendo um alerta sobre a importância da informação e da prevenção. A infectologista Jéssica Ramos esclarece as principais dúvidas e explica como agir diante dos primeiros sinais.

O que é, afinal, uma infecção?

A especialista explica que as infecções ocorrem quando microrganismos como bactérias, vírus, fungos ou parasitas invadem o corpo, se multiplicam e provocam uma resposta do sistema imunológico.

“Esses agentes podem entrar no organismo de várias formas: pela respiração, por alimentos ou água contaminados, por feridas na pele ou até pelo contato sexual. O importante é saber que nem todo contato com microrganismos causa doença. Em muitos casos, o corpo elimina o invasor antes que ele cause sintomas”, completa.

Os sinais são sempre visíveis?

“Nem sempre”, alerta Jéssica. “Algumas infecções são silenciosas e só aparecem nos exames, como o HIV, a hepatite C ou a tuberculose latente.”, destaca. Em outros casos, os sintomas são evidentes: febre, dor, vermelhidão, inchaço ou presença de secreção, e esses sinais não devem ser ignorados, pois podem indicar que o corpo está travando uma batalha interna.

Mas a especialista também acrescenta que a maioria das infecções podem ser evitadas com atitudes simples. “É primordial manter a vacinação em dia, usar preservativos em todas as relações sexuais, redobrar os cuidados com alimentos e água, além de evitar automedicação e o uso indevido de antibióticos, que contribuem para a resistência bacteriana”, comenta.

Uma infecção pode se espalhar? “Pode, dependendo do tipo de agente e das defesas do organismo”, esclarece a médica. “Uma infecção de pele, por exemplo, pode se aprofundar e gerar abscessos, ou até atingir a corrente sanguínea, levando à septicemia.” O segredo, segundo a infectologista, é o tratamento precoce e o acompanhamento médico adequado.

Ao menor sinal de infecção, a especialista recomenda procurar atendimento médico especialmente diante de febre persistente, dor intensa ou secreção purulenta; evitar automedicação, em especial, antibióticos sem prescrição; realizar os exames solicitados para identificar o agente causador; e cumprir o tratamento até o fim, mesmo que os sintomas desapareçam antes. “A infecção não é apenas um evento físico, mas um alerta do corpo. Informação, prevenção e cuidado são as melhores armas para manter a saúde em dia”, finaliza Jéssica Ramos.

*Informações Assessoria de Imprensa

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