Com a aproximação do verão e o aumento das atividades ao ar livre, cresce também a necessidade de observar pintas e sinais na pele. Embora muitas vezes sejam inofensivos, alguns podem representar o início de um câncer de pele, o tipo mais comum no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
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Os nevos, popularmente conhecidos como pintas, são formações benignas de aglomerados de melanócitos, células responsáveis pela pigmentação da pele e geralmente têm origem genética. Eles podem surgir até os 40 anos e, na maioria dos casos, não representam perigo. No entanto, mudanças em seu formato, tamanho ou coloração devem acender o alerta.
O dermatologista José Roberto Fraga Filho, membro titular da SBD e diretor clínico do Instituto Fraga de Dermatologia, explica que há uma regra simples para identificar possíveis alterações suspeitas, conhecida como regra do ABCDE:
A – Assimetria
B – Bordas irregulares
C – Coloração variada
D – Diâmetro maior que 6 mm
E – Evolução (crescimento ou mudança recente no aspecto)
“Se uma pinta muda de forma, cor ou tamanho, é fundamental procurar o dermatologista. O exame de dermatoscopia, feito com uma lente especial, permite uma análise detalhada e precoce dessas lesões. O melanoma, embora menos frequente, é extremamente agressivo e pode ser fatal se não for diagnosticado a tempo”, alerta Fraga.
Com o aumento das temperaturas e da exposição solar, é essencial reforçar os cuidados preventivos. Segundo o especialista, a proteção solar é a principal forma de evitar o câncer de pele.
Entre as medidas indicadas, Fraga destaca:
“O verão é uma época em que todos querem aproveitar o sol, mas é importante se preparar. Proteger a pele é uma forma de cuidado com a saúde e de prevenção contra doenças graves”, reforça o dermatologista.