Alopecia androgenética feminina e alopecia areata: diagnóstico correto é fundamental para tratamento adequado da queda de cabelo

schedule
2026-05-04 | 17:00h
update
2026-05-04 | 17:02h
person
Saúde Debate
domain
Saúde Debate
(Foto: Freepik)

Alopecia androgenética e alopecia areata: duas doenças responsáveis por causas frequentes de queda de cabelo, que afetam mulheres. Elas possuem causas e tratamentos diferentes, por isso a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda que diante de qualquer quadro de queda de cabelo, a paciente busque avaliação médica dermatológica. Com avanços no conhecimento e novas opções terapêuticas, especialistas da entidade reforçam que o diagnóstico é fundamental para garantir o tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida das pacientes.

Leia também – Queda de cabelo pode aumentar no verão? Entenda o segredoAMP

A alopecia androgenética é uma condição genética e hormonal que resulta na perda lenta e progressiva da espessura dos fios, já a alopecia areata é uma condição autoimune que causa queda súbita pela raiz. Como tratar cada uma delas e reduzir os danos causados para a autoestima das mulheres?

Alopecia androgenética feminina: relação entre hormônios e queda de cabelo

Publicidade

Você conhece a relação entre hormônios e queda de cabelo nas mulheres? De acordo com especialistas da SBD decisões sobre métodos anticoncepcionais, uso de DIU hormonal e terapia de reposição hormonal (TRH) devem ser tomadas de forma compartilhada entre dermatologista e ginecologista especialmente nos casos de alopecia androgenética feminina.

“Ao longo da vida, tanto a escolha dos métodos anticoncepcionais quanto da terapia de reposição hormonal depois da menopausa podem mudar a evolução da alopecia androgenética na mulher, tanto positivamente quanto negativamente, por isso a decisão sempre é compartilhada com o ginecologista, considerando o perfil clínico da paciente, a fase da vida, o risco cardiovascular e os sintomas ginecológicos, além do impacto emocional que a queda do cabelo traz nessas pacientes”, explica Fabiane Brenner, médica dermatologista da SBD.

Os anticoncepcionais orais possuem papel relevante, sobretudo em mulheres jovens. Eles atuam inibindo os hormônios androgênicos, associados ao afinamento progressivo dos fios. Ainda assim, o anticoncepcional costuma ser um coadjuvante. Em muitos casos, é necessário associar bloqueadores hormonais, o que exige contracepção eficaz durante o tratamento. “Com o uso dos bloqueadores, a paciente não pode engravidar, então obrigatoriamente, precisamos usar o anticoncepcional”, ressalta.

O DIU hormonal também é frequentemente discutido nesse contexto. Segundo a especialista, apesar da pequena absorção sistêmica de progesterona, o método pode ser utilizado como aliado. “Ele serve como anticoncepcional nos casos de necessidade dos bloqueadores hormonais na mulher”, explica a médica dermatologista.

Menopausa e terapia de reposição hormonal 

A transição para a menopausa é outro momento crítico, em que muitas mulheres apresentam piora da alopecia androgenética feminina. “A reposição hormonal nos ajuda muito. Os estrogênios prolongam a fase de crescimento dos cabelos, melhoram a densidade capilar e reduzem o impacto dos hormônios androgênicos, porém apesar dos benefícios, a reposição hormonal não é um tratamento primário para a alopecia androgenética na mulher. O dermatologista decide junto com o ginecologista se a paciente tem indicação e se não trará outros riscos. Avaliamos, por exemplo, histórico ou risco de câncer de mama”, ressalta Fabiane.

A médica dermatologista ressalta ainda que, além das terapias citadas, a alopecia androgenética também pode ser tratada com minoxidil oral e tópico.

Alopecia areata: doença autoimune que impacta além da estética

A assessora do Departamento de Cabelos da SBD Dra. Priscila Kakizaki explica que existe uma tendência de enxergar a queda de cabelo como algo apenas estético, mas, na prática, a alopecia areata se trata de uma doença autoimune, que pode ter um impacto emocional importante na vida do paciente. Ela ressalta que o cenário terapêutico mudou nos últimos anos. Hoje, com a chamada era dos inibidores de JAK, ocorreu um avanço importante no tratamento da doença.

“Pela primeira vez, conseguimos atuar de forma mais específica na doença, o que muda o cenário principalmente para pacientes que não tinham boa resposta aos tratamentos tradicionais. Isso não significa que todos irão responder, nem que todos precisarão dessas medicações, mas hoje temos mais ferramentas e mais caminhos possíveis dentro do tratamento”, explica a médica dermatologista.

A especialista encoraja aquelas pessoas que já tentaram tratamentos sem sucesso a não desistirem, já que além do avanço atual, novas medicações continuam sendo estudadas, o que permitirá um avanço ainda maior nos próximos anos.

“Estamos vivendo um momento de transformação na forma como entendemos e tratamos a alopecia areata. Cada caso precisa ser analisado de forma individualizada, e hoje, temos cada vez mais recursos para oferecer uma abordagem mais precisa e eficaz para esses pacientes”, explica a médica.

A alopecia androgenética e a alopecia areata estão entre os assuntos que serão discutidos no Simpósio de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia em parceria com a Regional de São Paulo. O evento, que ocorrerá na capital paulista nos dias 15 e 16 reunirá dermatologistas de todo o Brasil.

“Essa troca entre dermatologistas e até com outras especialidades é essencial para garantir segurança e melhores resultados”, conclui Priscila.

*Informações Assessoria de Imprensa

Publicidade

Cunho
Responsável pelo conteúdo:
saudedebate.com.br
Privacidade e Termos de Uso:
saudedebate.com.br
Site móvel via:
Plugin WordPress AMP
Última atualização AMPHTML:
04.05.2026 - 17:02:57
Uso de dados e cookies: