
O recente caso da adulteração de bebidas e a comoção nacional que está gerando revelam o perigo e a urgência do tema, pois envolve vítimas graves e mortes. A situação não é uma exceção, pois em setembro, a Anvisa proibiu a venda do café da marca Câmara por conter fragmentos semelhantes a vidro e suspendeu a comercialização de suplementos alimentares de duas empresas por falhas nas boas práticas de fabricação.
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Os casos chamam atenção para a necessidade de vigilância constante sobre o que chega à mesa do consumidor. “Outras categorias também estão sujeitas a irregularidades, como leite, azeite, mel e temperos, que podem ser diluídos, contaminados ou manipulados de forma inadequada”, explica Alisson David Silva, professor do curso de Nutrição da Uninter. Ele lembra que a adulteração ocorre quando há modificação proposital do produto, seja pela adição de substâncias indevidas, falsificação de rótulos ou uso de matérias-primas impróprias.
Um levantamento da FoodChain ID e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) analisou mais de 15 mil registros públicos sobre fraudes alimentares entre 1980 e 2022 e apontou o leite e o azeite de oliva, na lista entre os produtos mais adulterados no mundo. No Brasil, o azeite liderou os casos em 2024, segundo o PNFraude. De acordo com Ana Paula Garcia, professora de Nutrição da Uninter, os efeitos à saúde variam conforme a substância envolvida: “Em situações leves, o consumo pode causar náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Já em casos mais graves, há risco de alterações visuais, confusão mental, perda de consciência, falência de órgãos e até óbito.”
Em caso de suspeita, a orientação é não consumir o produto e acionar a Vigilância Sanitária ou a Polícia Civil. Se já estiver com sintomas, é fundamental procurar atendimento médico e levar a embalagem para análise.
O consumidor deve ficar atento para não adquirir alimentos adulterados e buscar sempre conferir a procedência. Os especialistas recomendam atenção aos sinais de alerta, como: preço muito abaixo do mercado, rótulos incompletos, embalagens violadas ou alterações de cor, cheiro e sabor. Produtos sem registro na Anvisa ou no Mapa também devem ser evitados.
Curso de Nutrição na Uninter
O profissional de nutrição tem uma ampla possibilidade de atuação no mercado de trabalho, envolvendo temas como segurança alimentar, saúde pública e melhoria da qualidade de vida da população. Atualizado conforme o Marco Regulatório da EAD, o curso de Nutrição da Uninter oferece formação completa e alinhada às demandas do mercado com 4 anos para a formação. Possui laboratórios equipados e professores que atuam na área e integram o Conselho de Nutrição do Paraná, o curso une teoria e prática, oferecendo formação completa para os alunos que desejam seguir carreira na área. Entre os diferenciais, estão abordagens voltadas para as restrições alimentares, alimentos funcionais e fitoterapia, que são temas em alta na nutrição contemporânea.
*Informações Assessoria de Imprensa









