A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um conceito futurista para se tornar um assistente pessoal de saúde para os brasileiros. Uma pesquisa realizada pela Conexa, maior healthtech digital de saúde física e mental da América Latina e pela Afya, maior ecossistema de educação médica do Brasil, revela que 79% dos pacientes utilizam ferramentas de IA para diferentes necessidades do dia a dia, sendo que 49% já migraram esse hábito especificamente para contextos de saúde.
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O estudo, que traça um panorama detalhado do comportamento do ‘paciente digital’, aponta que o uso da tecnologia é movido pela busca de autonomia e informação. Entre os que aplicam a IA na jornada de saúde, as principais atividades são: tirar dúvidas sobre sintomas, doenças ou diagnósticos (66%); interpretação ou explicação de exames e laudos (55%); busca de informações sobre medicamentos (49%).
A barreira da confiança: onde o paciente para?
Apesar da adoção para consultar informações gerais sobre saúde, o levantamento identifica um ‘funil de confiança’. Enquanto o acesso à tecnologia é amplo, o engajamento clínico profundo ainda enfrenta resistências: 67% dos pacientes declaram preferir conversar diretamente com o médico em vez de confiar apenas na tecnologia. Além disso, 56% afirmam que não confiariam em uma consulta 100% conduzida por IA, sem qualquer mediação humana.
Essa cautela reflete preocupações reais com a segurança diagnóstica. O julgamento clínico e a empatia continuam sendo os pilares da confiança, servindo como o filtro necessário para as informações geradas por algoritmos.”É sempre importante ressaltar que a IA não veio para substituir o médico, mas para potencializar sua capacidade analítica e até mesmo humanizar a relação com o paciente, já que a tecnologia pode disponibilizar mais tempo para o olho no olho, o contato pessoal”, afirma Eduardo Moura, médico e diretor do Research & Innovation Center da Afya.
Perfis de comportamento na era da IA
A pesquisa também identificou perfis distintos que ajudam a entender a percepção dos usuários. Cerca de 33% dos entrevistados se enquadram como ‘pioneiros digitais’, grupo que utiliza IA diariamente, compartilha dados com as ferramentas para obter melhores respostas e aposta em um futuro de integração tecnológica acelerada. No outro extremo, grupos mais conservadores ou céticos ainda veem a ferramenta com ressalvas, exigindo maior comprovação de evidências e segurança de dados para avançar no uso.
“Os dados mostram que a IA funciona hoje como uma ponte para o paciente entender melhor sua condição, mas não como um substituto do profissional. O desafio para o ecossistema de saúde é educar o paciente sobre quais ferramentas são seguras e como usar essa tecnologia de forma complementar ao diagnóstico médico”, destaca Guilherme Weigert, CEO da Conexa.
*Informações Assessoria de Imprensa