6 doenças do verão para ficar de olho e como evitá-las

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(Foto: krakenimages.com/Freepik)

Nos dias mais quentes, especialmente no verão, é comum que tanto crianças quanto adultos sintam os efeitos do calor intenso. Para aproveitar essa estação de forma segura, é importante tomar alguns cuidados, mesmo em dias que não estão tão típicos de verão, para evitar problemas de saúde inesperados.

Simone Sena Fernandes, infectologista do dr.consulta, comenta sobre as principais condições que costumam fazer as pessoas procurarem hospitais nesta época do ano. Confira abaixo!

1. Arboviroses

O termo é usado para condições virais transmitidas por insetos, como o mosquito Aedes aegypti, responsável por transmitir o vírus causador da dengue, zika, chikungunya e febre amarela – enfermidades comuns nessa época do ano.

No Brasil, as chuvas e as temperaturas altas, típicas do verão, favorecem a reprodução do mosquito. A prevenção de todas essas doenças é a mesma: evitar ser picado pelo inseto. Algumas medidas que podem ajudar são:

  • Eliminar locais de reprodução de mosquitos, removendo recipientes com água parada;
  • Usar repelentes na pele exposta e/ou roupas de manga longa;
  • instalar telas mosquiteiras em janelas e portas;
  • Evitar práticas e passeios ao ar livre durante os horários de pico de atividade dos mosquitos (no amanhecer e ao anoitecer);
  • Considerar o uso de mosquiteiros para dormir, especialmente em áreas com foco de transmissão;
  • Certificar-se de estar vacinado contra a febre amarela e dengue. A zika e chikungunya ainda não têm imunizantes aprovados para uso na população.
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2. Micose

A mistura de calor, suor, praia e piscina é um convite para fungos se instalarem na pele, unhas, couro cabeludo e mucosas. Além do aumento de umidade, atividades ao ar livre, piscinas, praias e vestir roupas mais leves geram contato direto maior com superfícies infectadas.Quando ocorre a proliferação desses fungos, pode haver lesões com coceira, vermelhidão, descamação e, em alguns casos, formação de bolhas.

Normalmente, as regiões mais afetadas pela condição são as virilhas, as axilas e entre os dedos dos pés. Por isso, durante o verão, é essencial manter as práticas de higiene pessoal, deixar as dobras do corpo sempre secas e limpas, além de evitar o compartilhamento de objetos pessoais. Ao primeiro sinal de infecção, é importante procurar um clínico geral ou um dermatologista para que a área seja examinada e o tratamento correto seja indicado.

3. Otite

  • As infecções no ouvido também são mais frequentes no verão. Isso acontece devido ao acúmulo de água no canal auditivo, que é muito comum em uma época tão propícia a mergulhos em praias e piscinas.
  • O desenvolvimento de bactérias no ouvido causa bastante incômodo, podendo provocar dor aguda, vermelhidão na região e febre alta.

Para minimizar as chances de uma infecção, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo recomenda:

  • Secar bem os ouvidos com lenço de papel ou papel higiênico;
  • Não usar hastes flexíveis para limpar o ouvido, pois podem empurrar secreções e cera para o interior do conduto auditivo;
  • Não exagerar no tempo dentro d’água (seja no mar, piscina, rio, banheira ou outros espaços).
  • Em caso de sintomas, é importante procurar atendimento médico. A automedicação não é recomendada, pois pode gerar complicações e riscos ao paciente.
  • O diagnóstico deve ser realizado através de avaliação médica e otoscopia (exame otológico) que permite verificar o interior do ouvido. Se necessário, o médico fará a prescrição de um antibiótico para tratamento da condição.

4. Desidratação

O corpo humano tem uma forma bastante eficiente de evitar o superaquecimento: o suor. Porém, se a perda de líquidos for excessiva, o organismo começa a apresentar sinais de desidratação. Os principais sintomas são: mal-estar e fraqueza, ressecamento de mucosas (como olhos, nariz e boca), longos períodos sem urinar e aumento da irritabilidade.

Para evitar que isso aconteça, a dica é bastante simples: beber água. Cuidar também da alimentação, consumindo muitas frutas e sucos, para garantir a hidratação e a energia necessária para enfrentar os dias de sol.

Além disso, é importante redobrar os cuidados com a prática de atividades físicas ao ar livre, optando pelos horários em que o sol e o calor não estão tão fortes para realizar seus exercícios.

5. Insolação

A exposição prolongada e inadequada ao sol resulta, segundo o Ministério da Saúde, em um aumento da temperatura corporal, o que pode levar a sintomas como tonturas, náuseas, dor de cabeça, pulso rápido, pele quente e seca, distúrbio visual e confusão mental.

Em quadros mais graves, a pessoa pode apresentar respiração rápida e difícil, extremidades arroxeadas, palidez, convulsões, temperatura muito elevada, aumento do ritmo cardíaco, coma e, em alguns casos, óbito.

Para prevenir a insolação, é essencial adotar medidas de proteção:

  • Optar por aproveitar os momentos de lazer na sombra, principalmente entre 10h e 16h;
  • Usar óculos de sol, chapéus, bonés e camisetas UV;
  • Aplicar protetor solar regularmente;
  • Manter-se hidratado.

Em casos de exposição prolongada ao sol e surgimento de sintomas, especialmente os mais graves, é fundamental procurar abrigo, resfriar o corpo e buscar assistência médica.

6. Intoxicação alimentar

As altas temperaturas diminuem o tempo de conservação dos alimentos que não são mantidos sob refrigeração adequada. A ingestão de comidas e bebidas contaminadas possibilita a ocorrência das chamadas doenças transmitidas por alimentos e água ou intoxicação alimentar.

Náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, falta de apetite e febre são os principais sintomas, aponta o Ministério da Saúde. A prevenção dessa condição depende de:

  • Higienizar as mãos antes de comer e preparar as refeições, após ir ao banheiro, utilizar o transporte público, brincar com animais de estimação e antes/depois de trocar fraldas;
  • Manter alimentos bem refrigerados;
  • Cuidar para que as refeições fora de casa sejam feitas em estabelecimentos seguros e bem higienizados.

Em caso de manifestação dos sintomas, é importante ter cuidado com a desidratação e procurar atendimento médico para que seja indicado o melhor tratamento para o caso.

*Informações Assessoria de Imprensa

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