A chegada aos 40 anos marca uma fase de mudanças no corpo feminino, principalmente devido à menopausa. Nesse cenário, exames preventivos podem garantir qualidade de vida e prevenir doenças. A relevância dos testes é reforçada por um estudo publicado no British Medical Journal (BMJ), que aponta que mulheres que não fizeram a primeira mamografia têm 40% mais risco de morrer de câncer de mama.
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“Adiar ou não realizar exames médicos aos 40 anos pode levar uma mulher a receber diagnóstico tardio de doenças graves, muitas vezes quando as enfermidades já estão em fases avançadas e com menor chance de tratamento”, afirma Juliana Corrêa, médica da área de ginecologia do AmorSaúde.
A médica explica que fazer exames de maneira periódica a partir dos 40 anos é a melhor forma de ter qualidade de vida na terceira idade. “Quando os exames detectam alterações cedo, é possível intervir com mudanças no estilo de vida e, quando necessário, com medicações, prevenindo doenças e reduzindo complicações”, relata.
“Ao chegar aos 40 anos, é importante que a mulher faça uma avaliação de saúde com foco na prevenção”, ressalta Juliana. De acordo com a médica, os 10 principais exames que devem ser feitos nessa idade são:
Aferição da pressão arterial: o teste deve ser feito pelo menos uma vez ao ano, e permite detectar hipertensão, doença que aumenta o risco de problemas no coração;
Exame de colesterol (lipidograma): o exame permite diagnosticar alterações do colesterol, um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Deve ser feito a cada 5 anos, ou com maior frequência se houver histórico de doenças cardíacas na família;
Cálculo do índice de massa corporal (IMC): o teste identifica risco de magreza ou sobrepeso, permitindo que um profissional desenvolva uma dieta adequada para o paciente e sugira mudanças no estilo de vida. Deve ser feito pelo menos uma vez ao ano;
Avaliação da glicemia: permite encontrar sinais de diabetes e detectar precocemente a doença, evitando complicações futuras. O teste deve ser feito a cada 3 anos, ou anualmente se houver fatores de risco como histórico familiar;
Mamografia: permite identificar lesões nas mamas e atua como ação preventiva ao câncer de mama. Isso garante tratamento simples, com mais chances de cura e menor impacto na qualidade de vida da mulher. Deve ser realizado anualmente depois dos 40 anos;
Exame nas mamas: o exame feito pelo médico permite um diagnóstico complementar e a busca por nódulos na região. O teste deve ser feito anualmente por um profissional da área da saúde;
Papanicolau ou teste de HPV: identificam alterações que podem evoluir para câncer do colo do útero. O papanicolaou deve ser feito a cada três anos, após dois exames normais consecutivos. Já o teste de HPV deve ser feito a cada cinco anos, caso o resultado seja negativo;
Sorologia: permite a detecção de infecções sexualmente transmissíveis, como HIV, sífilis, hepatites B e C. Os exames possibilitam a identificação das doenças para tratamento adequado e reduzem complicações como infertilidade, problemas no fígado e alterações neurológicas. Devem ser feitos pelo menos uma vez na vida, ou conforme exposição de risco ou gestação;
Colonoscopia: o teste permite detectar risco de câncer colorretal, pólipos e outras doenças. Deve ser feito a partir dos 50 anos, ou antes em casos específicos como histórico familiar da doença, e repetido a cada 10 anos se o paciente não tiver fatores de risco;
Densitometria óssea: é indicado, principalmente, para mulheres que passaram dos 65 anos, ou 50 anos em casos de tabagismo, consumo de álcool ou menopausa precoce. Detecta osteopenia, ou seja, diminuição da massa óssea e osteoporose, que é a doença causada pela fragilidade óssea.
A médica afirma que esses exames ajudam a identificar doenças comuns na população feminina e que são silenciosas. “Condições como hipertensão, diabetes e colesterol elevado muitas vezes não causam sintomas, mas aumentam significativamente o risco de infarto e AVC”, sintetiza.
Juliana diz que alguns exames devem ser feitos apenas quando uma mulher apresenta sintomas mais alarmantes, como dor na pelve, dor ao urinar ou inchaço na região da pelve: “a ultrassonografia transvaginal não faz parte do check-up tradicional, ela só deve ocorrer quando há suspeita de alguma condição específica, não como rastreamento”, explica.
A médica também esclarece que mulheres que possuem condições de risco devem iniciar exames mais cedo ou realizá-los com maior frequência. Dentre os fatores que exigem mais atenção, ela lista:
Histórico familiar de câncer (mama, ovário ou intestino)
Obesidade ou sobrepeso
Tabagismo
Alcoolismo
Síndrome dos ovários policísticos
Doenças crônicas
Imunossupressão
Menopausa precoce
Por fim, a profissional defende que os testes não sejam realizados apenas quando alguém sente desconforto. “Cuidar da saúde não deve começar apenas quando surgem sintomas. Hoje, com a evolução da medicina, já é possível detectar alterações de saúde em fases iniciais, o que aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz e reduz riscos futuros”, explica.
*Informações Assessoria de Imprensa