Saúde terá que destinar estrategicamente os seus recursos

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(Foto: Freepik)

Somos um país com 214 milhões de habitantes, sendo 48 milhões usuários de planos de saúde. Com isso, mais de 160 milhões de pessoas dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) para suas necessidades, tornando o contexto da saúde nacional único no mundo e extremamente complexo, mas não impossível. Os últimos anos fizeram com que a população passasse a enxergar saúde através de outras perspectivas além da doença, dando maior atenção à  prevenção. Nesse cenário, a saúde brasileira chega em 2023 para enfrentar desafios, carregando o legado da pandemia para uma visão cada vez mais ampla do que é cuidar da saúde.

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Para analisar isso do ponto de vista público, no mês de julho deste ano acontece a Conferência Nacional de Saúde (com ocorrência a cada 4 anos) que irá debater as mudanças necessárias para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde, com a agenda visando discutir sistemas de saúde que devem ser devidamente financiados, melhor distribuição aos municípios, atenção básica como estratégia de contenção e prevenção, imunização, melhor modelo de gestão, mais recursos para o sistema de saúde, necessidade de crescimento da indústria para produção nacional,  e estratégias abrangendo o bem-estar e sustentabilidade ambiental voltados a um pensamento coletivo.

Para Soraya Capelli, CEO da Zentys Medical, empresa fornecedora de produtos hospitalares, o segmento de saúde tende a olhar melhor também esse ano para o ESG e os interesses em comum que impactam todos os seus stakeholders. “Precisamos parar de falar em ‘retorno rápido’ quando falamos da área da saúde. Tudo é um processo, e este processo engloba: indústria, hospital, paciente, governo e/ou saúde suplementar e agências reguladoras, todas interligadas de alguma forma para entregar valor na saúde. O desafio é o alinhamento quando se trata de interesses diferentes em torno de um objetivo aparentemente comum”, declara a executiva.

Ainda segundo Soraya, no setor privado existe uma expectativa crescente na abertura de leitos com a inclusão de cada vez mais tecnologias que tragam a segurança do paciente, diagnósticos precoces e, ao mesmo tempo, redução de custos do processo, seja financeiro ou de tempo, bem como investimentos financeiros em tecnologias para o acompanhamento de comportamentos e demandas específicas da população para soluções relacionadas a prevenção. Permanecendo ainda um forte movimento de empresas da saúde suplementar tentando casar qualidade e custos dentro de um cenário competitivo no mercado. Nesse contexto, a CEO prevê um 2023 de ampliação com uma busca cada vez maior por uma venda consultiva. “O cliente busca uma construção em conjunto com o fornecedor para chegar a uma solução que traga segurança, confiabilidade e retorno do investimento. Com a alta do dólar, a indústria nacional também tem ganhado espaço e maior presença nos negócios. Nesse sentido, temos avaliado também crescer nosso portfólio com marcas brasileiras que estejam alinhadas com nossos valores”, afirma a CEO da Zentys.

Otimista com os avanços em 2023, a executiva a frente da empresa líder no interior de São Paulo, afirma que em 2022 a Zentys cresceu 33% em faturamento comparado ao ano anterior e que para 2023 existe a expectativa de um crescimento ainda mais robusto, focando em rentabilidade, produtos conceituais e entrada no mercado digital.

*Informações Assessoria de Imprensa

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