A preocupação com a saúde física e mental dos colaboradores é cada vez mais valorizada e ganha importância estratégica nas empresas como forma de retenção de talentos e melhoria do ambiente de trabalho. Ao mesmo tempo, existe a necessidade de manter sob controle os gastos com benefícios. A busca do melhor resultado dessa equação foi debatida em painel com a participação do CEO da AsQ, André Machado, na FISWEEK22.
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Organizado pela FIS (Fórum Inovação Saúde), instituição sem fins lucrativos formada por líderes da saúde de todo o País, o evento reuniu mais de 200 debatedores selecionados e um espaço de discussão focado em recursos humanos e desenvolvimento pessoal na saúde.
O executivo da AsQ, especializada em serviços de gestão em saúde, Machado, que participou do painel “Estratégias Corporativas para Gestão de Custos na Saúde”, listou algumas dicas que podem ajudar gestores de recursos humanos responsáveis por programas de saúde corporativa.
Programas de estímulo à adoção de hábitos saudáveis são boas opções para empresas que pretendem apoiar os colaboradores na prevenção de doenças. Ao identificar pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, por exemplo, é possível criar planos de cuidado individualizados que vão contribuir para evitar complicações que podem prejudicar o indivíduo e, ao mesmo tempo, gerar despesas extras para o plano de saúde. A promoção da saúde gera qualidade de vida para o colaborador e impacta de forma positiva a chamada sinistralidade do benefício de saúde oferecido pela empresa.
Dados são importantes para a criação de estratégias de promoção de saúde dos colaboradores. O acompanhamento de informações sobre o perfil de saúde das pessoas permite definir programas e políticas de promoção à saúde dentro da organização. Em alguns casos, quando há implantação de clínicas de atenção primária à saúde para atendimento de colaboradores, o acompanhamento detalhado das informações permite realizar até busca ativa para aumentar a adesão a tratamentos.
Os avanços tecnológicos também possibilitaram a adoção de novas ferramentas de atendimento ao paciente. Pesquisa da AsQ com 13 mil pessoas mostrou, por exemplo, que a telemedicina é uma forma eficaz de acompanhamento de pessoas com doenças crônicas. Com a saúde monitorada, mesmo de forma remota, os indivíduos adoecem menos e exigem menos internações e atendimentos de emergência.
A pandemia do coronavírus fez aumentar de forma significativa a ocorrência de problemas psicológicos em pessoas de diferentes perfis. A implantação de programas de suporte psicológico às equipes deve ser avaliada pelos gestores. Principalmente com a possibilidade de adoção de estratégias que garantem custos sob controle, como a oferta de atendimento virtual.
A saúde do colaborador precisa ser encarada como parte da estratégia do negócio. E, como ocorre com todas as ações estratégicas, também aí é importante ter parâmetros de acompanhamento de resultados. O bem-estar das pessoas, que pode ser avaliado em pesquisas de clima, é um indicador essencial. Mas em paralelo os gestores devem definir outros pontos que serão acompanhados: redução do turn over de talentos, queda no absenteísmo, aumento da produtividade, entre outros. A aplicação de recursos em saúde pode e deve ser medida – e os resultados positivos vão mostrar que esse desembolso não é um gasto, mas um investimento.
*Informações Assessoria de Imprensa