Em paralelo a evolução da tecnologia, a área da saúde se beneficia com a otimização da eficiência operacional, ou seja, com a combinação da Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), aprendizado de máquinas (Machine Learning), armazenamento em nuvem e sensores inteligentes tem propiciado as organizações de saúde a implementação dos “Hospitais Inteligentes” que visam aprimorar a experiência dos pacientes e usuários.
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De acordo com um artigo publicado na revista Science por pesquisadores da Stanford, os ambientes hospitalares inteligentes são muito promissores, principalmente devido à evolução da tecnologia, dos sistemas de aprendizado de máquina e da disponibilidade de sensores de baixo custo.
Para se ter uma ideia do potencial, o relatório Global Forecast apontou que a aplicação de IoT no mercado de saúde deve crescer 21% ao ano até 2025, chegando ao patamar de US$188,2 bilhões.
“Falando da gestão da operação hospitalar, com os novos recursos é possível monitorar os processos e equipamentos críticos e, também, os elementos mais periféricos”, defende Leandro Simões, CEO da EVOLV – startup especializada no aumento de eficiência de processos operacionais usando IoT e Inteligência Artificial. Veja alguns exemplos.
Monitoramento das instalações: dentro de um hospital existem muitos ambientes que precisam estar com temperatura e umidade controlados. Pode ser uma geladeira de armazenamento de medicamentos, vacinas ou sorológicos, como também salas de exames com equipamentos de ponta.
Neste sentido, o uso de sensores de IA e IoT para esse monitoramento permite que os hospitais realizem com mais eficiência o gerenciamento das instalações e, deste modo, garantam a excelência das operações e a segurança de pacientes e funcionários.
Manutenção preditiva: sensores instalados em equipamentos coletam dados que permitem monitorar as condições de funcionamento e antecipar a necessidade de reparos. Todo esse rastreamento facilita o planejamento das equipes gerenciais, reduz custos e, principalmente, a parada não-programada do ativo crítico.
Afinal, qualquer imprevisto que impeça a realização de exames, por exemplo, pode atrasar diagnósticos e prejudicar o atendimento dos pacientes.
Melhorias aos usuários: a possibilidade de monitorar o fluxo de pessoas, o funcionamento de escadas rolantes e elevadores também são exemplos de aplicações das tecnologias que trazem benefícios não só para a operação, mas também para os usuários.
Um caso na prática pode ser o controle do fluxo de pessoas nos banheiros, o que viabiliza a programação da limpeza de acordo com a demanda, trazendo mais qualidade ao serviço, além de aumentar a satisfação e o conforto do usuário.
A inteligência no ambiente hospitalar pode ter um papel muito importante na melhoria da qualidade da prestação de cuidados à saúde, no gerenciamento das operações e na produtividade da equipe médica.
Para o CTO da EVOLV Tecnologia, Benedito Fayan, ter à disposição informações sobre os ativos críticos e periféricos ajuda as equipes gerenciais a terem mais consistência para tomar decisões e planejar cenários.
“Essas melhorias podem ser ainda mais fundamentais em cenários de crise, como pandemias, em que os hospitais têm que lidar com um grande aumento no número de pacientes”, completa.
A jornada da transformação digital na área da saúde, especialmente falando em hospitais inteligentes, mostra que já existem muitos avanços, porém há ainda bastante para expandir.
Mais que eficiência operacional, as soluções chegam para aprimorar a qualidade do atendimento médico, a segurança dos profissionais e, principalmente, a experiência do paciente.
*Informações Assessoria de Imprensa
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