InRad celebra 34 anos do SUS

SUS
(Foto: Ilustração/Freepik)

Há 32 anos, o SUS, considerado a principal porta para a assistência médica pública no Brasil, vem atuando no atendimento e cuidado da saúde de muitos brasileiros. De acordo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 71,1% dos brasileiros buscaram por atendimento nos serviços públicos de saúde, dos quais 47,9% foram atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e 33,2% conseguiram pelo menos um dos medicamentos necessários para seus tratamentos também por meio do SUS.

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No InRad, Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas, o cenário não é diferente. Anualmente, são atendidos são atendidos aproximadamente 173.000 pacientes e, depois do início do projeto Plano de Saúde Digital, em 2021, o número avançou. Com o início do Plano, vinte iniciativas foram priorizadas, compondo o portfólio de projetos de cuidados digitais dentro do HC.

O InovaHC, hub de tecnologia e inovação do hospital, atuou no Plano a partir do programa de Atenção Primária Digital (APS Digital). O primeiro local escolhido para o piloto foi a Unidade Básica de Saúde (UBS) de Paissandu, em Santarém (PA).

Primeiros resultados

Em 27 dias de atendimento, de setembro a dezembro de 2021, foram feitas 187 teleconsultas e ações de promoção da saúde – como, por exemplo, uma palestra online sobre a prevenção do câncer de mama durante o Outubro Rosa. Os pacientes eram atendidos normalmente pela equipe de enfermagem da UBS de Paissandu e após a triagem, conectados com a médica Flávia Andrade Varella, do Hospital das Clínicas, em São Paulo para a realização da teleconsulta (com internet via rádio).

“Um dado importante do projeto é a alta taxa de resolutividade: 94% das demandas da unidade foram resolvidas por meio da telemedicina na atenção primária, sem a necessidade de encaminhamento a outro especialista ou a uma consulta presencial. O que é fundamental para evitar a sobrecarga do sistema de saúde”, comemora Patrícia. A avaliação dos pacientes também foi positiva: o resultado da pesquisa de satisfação NPS (sigla de Net Promoter Score) chegou a 87,5.

O próximo passo é expandir o programa piloto iniciado em Paissandu para pelo menos 15 municípios ao longo de 2022. “Em Santarém, atendemos comunidades ribeirinhas e rurais. Agora queremos ampliar esse modelo em diferentes cenários, com perfis populacionais variados. Mas não são apenas comunidades remotas que podem se beneficiar dessa iniciativa. Sabemos que até mesmo em um município como São Paulo existem populações de baixa renda com dificuldade de acesso à saúde básica”, diz Patrícia.

Apesar da ascensão da telemedicina ao longo da pandemia da Covid-19, motivado pela regulação em caráter emergencial desse tipo de atendimento, dados da pesquisa TIC Saúde 2021 mostram que apenas 18% dos estabelecimentos de saúde do país realizam teleconsultas, o que aumenta a relevância de programas como o APS Digital. “A telemedicina já é muito utilizada no Reino Unido, com ótimos resultados. Ficamos felizes em participar da implementação dessa metodologia inovadora aqui no Brasil”, afirma Esther Rosalen, diretora do BHP no Brasil. Para o professor Giovanni Cerri, presidente do InovaHC, esse é um dos legados positivos da pandemia. “Assim como está acontecendo em outros setores, como a educação, a telemedicina pode ajudar a reduzir as desigualdades e a melhorar o acesso à saúde”, conclui.

*Informações Assessoria de Imprensa

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