Excelência em UTIs se espalha pelo Brasil e reduz dependência de grandes centros

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(Foto: stefamerpik/Freepik)

A excelência no atendimento em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no Brasil está cada vez menos concentrada nos grandes centros urbanos e mais distribuída entre diferentes regiões do país. É o que mostra o mais recente levantamento do programa UTIs Brasileiras, conduzido pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) em parceria com a Epimed Solutions.

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A edição de 2026 avaliou 631 hospitais e concedeu certificações a 337 instituições, reconhecendo 585 UTIs com alto desempenho assistencial e eficiência operacional. Os dados indicam uma mudança relevante no perfil da saúde de alta complexidade no país: hospitais fora do eixo Rio-São Paulo passam a atingir padrões semelhantes de qualidade, consolidando um movimento de nacionalização da excelência.

Mais do que uma redistribuição geográfica, o avanço reflete uma transformação na forma como as instituições de saúde são geridas. Para Iomani Engelmann, co-CEO da Pixeon, uma das principais empresas brasileiras de tecnologia para a saúde, o principal diferencial das UTIs mais bem avaliadas está na adoção de práticas estruturadas de gestão, com monitoramento contínuo de indicadores, padronização de protocolos e integração entre áreas clínicas e administrativas.

Nesse contexto, a tecnologia tem desempenhado papel central como habilitadora dessa evolução. A digitalização das operações hospitalares permite maior controle sobre processos assistenciais, reduz variabilidade no cuidado e amplia a capacidade de tomada de decisão baseada em dados. “A qualidade assistencial deixou de estar diretamente associada à localização geográfica e passou a refletir o nível de maturidade de gestão das instituições. Hoje, hospitais que operam com dados estruturados, processos bem definidos e integração entre áreas conseguem atingir padrões de excelência independentemente da região em que estão”, afirma Iomani.

De acordo com o executivo, essa transformação tende a reduzir desigualdades históricas no acesso à saúde de alta complexidade no país. “Quando você padroniza processos e trabalha com indicadores confiáveis, cria previsibilidade e isso permite que boas práticas sejam replicadas em diferentes contextos, ampliando o acesso a um atendimento de qualidade”, diz.

Um dos exemplos desse movimento é o Hospital Ana Nery, na Bahia. A instituição, que atende casos de alta complexidade, avançou na digitalização de seus processos com apoio de tecnologia da Pixeon e hoje tem cerca de 90% das operações estruturadas em sistemas digitais. Como resultado, reduziu em 28% o tempo médio de internação e ampliou em 18% o volume de cirurgias complexas realizadas.

Embora polos tradicionais como Rio de Janeiro e São Paulo ainda concentrem parte relevante das instituições de referência, o levantamento aponta para um cenário mais equilibrado, em que a excelência passa a ser determinada menos pela localização e mais pela capacidade de gestão.

Para o especialista, a tendência é que esse movimento se intensifique nos próximos anos, à medida que mais hospitais adotem modelos orientados por dados e invistam na digitalização de suas operações, consolidando um novo padrão para a saúde no Brasil.

*Informações Assessoria de Imprensa

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