
Com o avanço do uso das tecnologias e a passagem da pandemia, o mundo se tornou dependente do uso de sistemas digitais. O isolamento social exigiu a necessidade de inovação para que a população pudesse comprar seus itens de necessidade, como alimentos e medicamentos, sem sair de casa. Inclusive o público mais idoso precisou se adequar à nova realidade e enfrentar as dificuldades para dialogar com a era digital.
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Segundo dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os idosos (60 anos ou mais) que acessam a internet aumentaram em média 70% entre 2024 e 2025. Entretanto, com base na pesquisa realizada pelo Procon “Pessoa Idosa x Mercado de Consumo: Percepção do Consumidor 2025″, 51% dos consumidores 60+ enfrentam dificuldade em realizar compras online, além de insegurança sobre pagamentos, medo de fraudes e barreiras no letramento digital.
De acordo com Ricardo Henrique de Castro Valente, empresário do ramo farmacêutico, as farmácias e drogarias estão repensando nos atendimentos, canais e serviços para atender melhor esse público. Enquanto parte dos idosos adota compras e comunicação digitais, outro grupo importante ainda enfrenta barreiras que exigem soluções híbridas entre o físico e o digital.
Valente afirma que atendimentos via WhatsApp, entregas em domicílio, opção da escolha de serviço entre humano, balcão ou digital, e acessibilidade nos aplicativos para 60+, são adaptações práticas que farmácias estão adotando para facilitar e atrair o acesso de todos. “O desenho de jornada, suporte humano e canais alternativos são essenciais para o público sênior, e as farmácias estão a cada dia pensando nessa inclusão”, pontua.
O empresário ainda declara que o consumidor 60+ não é um bloco homogêneo, podendo variar de idosos altamente conectados, que preferem a comodidade digital, e outros que dependerão por mais tempo do atendimento presencial. “As farmácias que vencerem esse desafio serão as que combinam tecnologia simples com o atendimento humanizado e canais alternativos, garantindo segurança e inclusão”, conclui.
*Informações Assessoria de Imprensa
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